<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152</id><updated>2011-06-07T23:38:01.473-07:00</updated><title type='text'>Cartas Islâmicas</title><subtitle type='html'>"Em breve mostrar-lhe-emos nossos sinais no Universo e em suas próprias pessoas, até que lhes seja esclarecido que ele (o Corão) é a verdade.Acaso não basta teu Senhor, que é Testemunha de tudo?" 
-Fússilat 53</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Cartas Islâmicas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08845571107576474222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Pav%3F%3Fo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-117114772123708981</id><published>2007-02-10T14:38:00.000-08:00</published><updated>2007-02-10T14:52:25.926-08:00</updated><title type='text'>Ciência e Religião - um conflito inútil</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6013/3258/1600/328333/al%20Hariri.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6013/3258/200/305032/al%20Hariri.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Em Nome de Deus, O Clemente, O Misericordioso!&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na passagem do ano, o site &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Edge.org&lt;/span&gt; apresentou para algumas mentes consideradas "brilhantes" uma questão com respostas em aberto. Essa é uma tradição do site e, para 2006/2007, a pergunta foi "o que pode nos deixar otimistas em relação ao futuro". Chegaram 150 respostas e, tratando-se de cientistas, editores, prêmios Nobel, intelectuais etc, os textos são longos (a lista ocupa 16 telas do site ou 230 páginas impressas). Muitos apontaram os avanços da ciência como um sinal seguro de que há razões para o otimismo. Entre algumas destas respostas, um traço comum chama a atenção: está bem próximo a descoberta de "algo (o que, precisamente, não é dito) que tornará Deus obsoleto". Os mais convictos de que a ciência provará que Deus é desnecessário são o evolucionista Richard Dawkins e o filósofo Daniel Dennett. O físico Marcelo Gleiser, único brasileiro na lista, é bem mais cauteloso e se mostra incomodado com a insistência neste conflito entre ciência e religião. "Não dá para esquecer o que está por trás da experiência religiosa. É a esperança. A vida é dificil, a religião oferece segurança", disse Marcelo ao jornal O Estado de São Paulo. No seu romance &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Harmonia do Mundo&lt;/span&gt;, lançado no ano passado, Marcelo Gleiser homenageia o astrônomo Johannes Kepler (1571-1630) que, ao retomar a teoria copernicana, viu a disposição do sistema solar como a perfeição da obra divina. Uma perfeição e uma unidade que Kepler também reconhecia estar refletida no conhecimento humano, da geometria à música, da astrologia à astronomia. Em outro livro, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Dança do Universo&lt;/span&gt;, Gleiser já havia ressaltado que, em essência, à busca por conhecimentos nas ciências não difere tanto assim da busca mística por Deus. Em ambas, o que se procura é entender &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;como&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;porque estamos aqui&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A convicção de que a ciência derrotará Deus nunca foi nem é unanimidade entre os cientistas. O confronto, entretanto, existe e poderá ser arrastar por muito tempo ainda. Penso que de forma inútil e desnecessária. Lembro-me dos primeiros versículos revelados por Deus ao profeta Mohammed (que a paz e as benções de Deus estejam com ele): "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Lê, em nome do teu Senhor, que criou, que criou o ser humano de uma aderência. Lê, que o teu Senhor é o mais Generoso, Que ensinou através da pena, Ensinou ao homem o que este não sabia&lt;/span&gt;" &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(96:1-5)&lt;/span&gt;. Para nós muçulmanos, não pode deixar de ser revelador que as primeiras palavras e recomendações da Mensagem Divina estejam relacionadas à busca e a fonte do conhecimento. Essa relação comprova que religião e ciência, pelo menos no Islam, não devem ser antagônicas. Os conflitos nascem da ignorância e os preconceitos do desconhecimento, ambos alimentados por dogmas. Vejamos, apenas, um dos aspectos mais visível do confronto entre as ciências e a religião: à questão do surgimento da humanidade. A teoria da seleção natural de Darwin é o dogma da sociedade científica contemporânea: "o homem é o resultado de um processo natural e não intencional". As tradições de leituras literais sobre a Criação nas Escrituras reveladas (não apenas do Sagrado Alcorão) levaram a interpretações distintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dogmatismo nas ciências é uma herança do Iluminismo, que rejeitou, a piori, qualquer valor ao conhecimento religioso sobre o universo físico. Alguns evolucionistas levaram um pouco mais longe as teses da religião natural de Hume, negando não apenas o ato criador divino, mas a própria existência de um Poder Criador. A base desta negação, como está explicada no livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Relojoeiro Cego&lt;/span&gt;, do já citado evolucionista Richard Dawkins, é uma generalização que "diviniza" a teoria do acaso (na medida que a considera onipotente). O que a teoria não explica é a origem da "inteligência" que imprime nas células um único tipo de ação para atender às necessidades de adaptar-se às mudanças que ocorrerem no meio em que vivem. Nenhum organismo vivo, movido unicamente por "impulsos eletromagnéticos", é capaz de identificar e reproduzir por si mesmo, um único e exclusivo "plano de ação" se não compartilhar algum tipo de conhecimento sobre ele com uma inteligência superior. Resultados de sucesso ao acaso, sem a presença desse conhecimento, são improváveis diante das muitas variantes de ações possíveis. Dawkins usa para comprovar sua tese os resultados de simulações evolucionistas feitas por computador e esquece (propositadamente?) a inteligência que está por trás do programa de informática utilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência de uma forma superior de “racionalidade” nas leis naturais já está suficientemente provada pela física. Isso faz da teoria do acaso na evolução humana um contra-senso científico. Ela só é possível, inclusive, se aceitarmos a existência de provas posteriores à formulação da própria tese - o chamado elo perdido. Ou seja: admite-se que as provas venham a se adaptar à tese e não o contrário, como exige o verdadeiro espírito científico. Alguém pode lembrar os fósseis como provas, mas nem os paleontólogos acreditam que eles são suficientes. Isso porque, como vimos, não bastaria a combinação de múltiplos "acasos" no desenvolvimento simultâneo de várias células de um único organismo vivo. Seria preciso, ainda, que essa combinação se multiplicasse igualmente por vários milhares de espécimes desse organismo para que, diante das condições naturais do habitat adverso e da ação dos predadores, a mudança viesse a se perpetuar em uma nova espécie e/ou forma de vida. Desta maneira, as provas das fases intermediárias entre uma e outra forma de vida - o elo perdido - estariam preservadas, com mais probabilidades que outras mais antigas, e já teriam sido descobertas. Os fósseis até aqui encontrados, como admitem os paleontólogos, são peças iniciais de um quebra-cabeça incompleto e não provam a teoria do acaso ou da evolução macaco/hominídeos/homo como uma série completa e contínua de mudanças. Tudo que demonstram, de forma irrefutável, é que em determinadas épocas a diversidade biológica das formas de vida existentes na Terra era maior do que a atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado da religião, o problema está na leitura literal que se faz das narrativas sobre a criação. Vejamos, como exemplo, o sentido contido no Sagrado Alcorão, na Surata  &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;An Nissá 1&lt;/span&gt;: "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ó humanos, temei a vosso Senhor, que vos criou de um só ser&lt;/span&gt;". Segundo o comentário do prof. Samir El Hayek, autor de uma tradução da interpretação do Alcorão para o português, o termo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nafs &lt;/span&gt;(ser, ego, pessoa vivente, vontade, alma) e a expressão Min-há (uma espécie, uma natureza, uma similaridade), associada a ele, pode ser tomado no contexto de forma mais ampla do que referindo-se apenas a "um único indivíduo". O versículo designaria, então, que a alma, singular aos humanos, foi concedida a uma única espécie, no caso a espécie adâmica, a humanidade. O que nos leva as seguintes questões: fica implícita a possibilidade de ter havido outros tipos de espécies criadas não dotadas de almas? Seriam elas os fósseis que a arqueologia antropológica vem descobrindo e estudando? E Adão, como fica nesta interpretação? Foi ele o primeiro desta espécie, singular entre todas as outras criadas pelo Todo Poderoso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Alcorão, o conceito de Criação divina não está separado da idéia que nós, humanos, fazemos do que seja evolução, aqui empregada para definir uma "série de movimentos concatenados e harmônicos", que é entendida como se estendendo ao longo de uma linha no tempo/espaço (conceitos puramente humanos), mas não estando limitada por ela. Para corroborar, lembro-me das afirmações de que Deus "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;aumenta a criação, conforme lhe apraz&lt;/span&gt;" (&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;35:1&lt;/span&gt;) "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;e cria coisas mais, que ignorais&lt;/span&gt;" (&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;16:8&lt;/span&gt;) , ou mesmo de que "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;a duração de um dia para Ele é equivalente a 50 mil anos&lt;/span&gt;" (&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Al Ma’árij 4&lt;/span&gt;). E em &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Al Furcan 54&lt;/span&gt; há, ainda, a afirmação de que "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ele foi Quem criou os humanos da água&lt;/span&gt;", uma antecipação - mais de 1.200 anos antes do desenvolvimento das ciências biológicas - do conhecimento (reiterado em &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;An Nur 45&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Al Anbiyá 30&lt;/span&gt;) de que a origem de toda vida está relacionada ao meio líquido. Tal afirmação deve ter parecido, no mínimo, desconcertante para os primeiros que a ouviram e, certamente, continua sendo tanto para os que não estudaram biologia quanto para os que não acreditam no Poder de Deus e na veracidade da revelação feita ao Profeta (s.a.a.s).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, é óbvio que o conhecimento científico e a religião, isoladamente, não nos levam necessariamente à sabedoria e à fé. Albert Einstein, o mais brilhante cientista do século XX, tinha uma visão mística do conhecimento, e afirmava que “a mais profunda emoção que podemos experimentar é inspirada pelo senso do mistério (...) A existência de algo que nós não podemos penetrar, a percepção da mais profunda razão e da beleza mais radiante do mundo à nossa volta, que apenas em suas formas mais primitivas são acessíveis às nossas mentes – é esse conhecimento e emoção que constituem a verdadeira religiosidade”. A &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sunnah&lt;/span&gt; do nosso profeta Mohammed (s.a.a.s) contêm várias exortações para que os homens e mulheres muçulmanas tenham dedicação análoga ao estudo e à busca do saber. Cito apenas dois &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ahadith&lt;/span&gt; da longa série que é possível encontrar sobre o assunto: “Deus não criou nada melhor, nem mais perfeito, nem mais belo do que a inteligência, e Sua ira cai sobre aquele que a despreza”. “Adquira conhecimento. Ele capacita aquele que o possui a distinguir o certo do errado e ilumina o caminho para o Paraíso”. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Para que a síntese entre ciência e religião seja possível, é preciso concordar que não devemos ler o Sagrado Alcorão (ou qualquer uma das outras Escrituras) procurando provas para as teorias modernas das ciências, assim como não devemos exigir dessas teorias interpretações teológicas. O essencial das Revelações transmitidas por Deus não é explicar a existência física do Universo ou da humanidade (&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;como estamos aqui&lt;/span&gt;), mas dar-lhe um objetivo (&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;porque estamos aqui&lt;/span&gt;). Deus é o que existe de único que podemos considerar completo em si mesmo e a veracidade de cada Revelação Divina é evidente por si mesma. Mas, essas revelações também contêm signos "ambíguos" para que, oportunamente, sejam interpretados em novos estágios de conhecimento dados aos homens e corroborem a completude da mensagem divina. O que antes parecia obscuro e, hoje, se torna claro, alerta para que a nossa busca por respostas não nos desvie da base de toda a sabedoria. O ser humano veio para este mundo para progredir através de conhecimento e prece. Em termos de sua natureza intrínseca e capacidade, tudo é relacionado ao conhecimento. E o princípio, fonte, luz e espírito de todo conhecimento verdadeiro é o conhecimento de Deus. E a essência e o princípio do conhecimento de Deus é a fé em Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-117114772123708981?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/117114772123708981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=117114772123708981' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/117114772123708981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/117114772123708981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2007/02/cincia-e-religio-um-conflito-intil.html' title='Ciência e Religião - um conflito inútil'/><author><name>Cartas Islâmicas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08845571107576474222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Pav%3F%3Fo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-117046674174187784</id><published>2007-02-02T17:30:00.000-08:00</published><updated>2007-02-02T17:46:58.466-08:00</updated><title type='text'>Brigas de família – O Adab</title><content type='html'>&lt;em&gt;Bismillahi r-Rahmani r-Rahim&lt;br /&gt;Louvado seja Allah, Senhor dos Mundos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assalamu alaikum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os ensinamentos do profeta, a Paz e as Bençãos estejam com ele, foram elaborados, através da coleta de seus ditos e ações, diversos livros catalogados por assuntos. Assim, encontraremos, nas coleções, os livros da fé, da oração, etc. e dentre eles, um de particular importância que é o que chamamos de Adab.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Adab é a cortesia, são as boas maneiras ensinadas pelo profeta, saws, e abrangem uma vasta gama de áreas, relacionadas principalmente a atividades do dia-a-dia, como é natural em questões de boas maneiras. O Profeta, a Paz e as Bençãos estejam com ele, veio para embelezar, refinar, nossas maneiras. É talvez um dos principais motivos pelos quais se costuma dizer que o islam abrange todos os aspectos da vida. Há coisas muito simples, como comer com a mão direita, usar a esquerda para coisas menos nobres, limpeza, não abusar da hospitalidade das pessoas, ser hospitaleiro com as pessoas e com os viajantes, respeitar a privacidade alheia, e outras coisas mais. É um dos pontos no qual o islam se revela mais impressionante, uma vez que tudo é bastante coerente e tem bastante sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma disciplina sutil e sofisticada, que exige certo esforço, mas que promove uma verdadeira transformação. Refinar esse comportamento acaba não só tornando-nos pessoas melhores e mais educadas, e bons exemplos para os filhos de Adão, mas também pessoas que estão muito atentas ao que acontece ao seu redor, que percebem a necessidade das outras e solucionam problemas rapidamente. Ao mesmo tempo, nos permite vivenciar muito intensamente o sentido do “serviço” na Criação, de servir a Allah e servir ao ser humano e aos seres criados. O Adab existe em função do direito das criaturas, e sempre há duas responsabilidades, por exemplo, a responsabilidade da hospitalidade e de não abusar da hospitalidade, de ajudar os que precisam e de não precisar da ajuda dos outros. De certo modo, uma regra é regulada pelo seu oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Adab deveria equilibrar situações estressantes que ocorrem com freqüência entre muçulmanos atualmente, pela Fitnah. Sua falta pode destruir todo um discurso, que de imediato se transforma em uma espécie de hipocrisia evidente, expondo a ignorância de uma criatura impotente para concretizar em atos aquilo em que acredita, ou diz acreditar. Se ele estivesse na frente de debates teológicos, e se fosse possível abstrair destes e enfatizar a prática daquele, o tempo, insh’Allah, se encarregaria de dirimir as diferenças que justificaram muito derramamento de sangue no mundo muçulmano. É uma grande decepçãp para muito novos convertidos ver trocas farpas, muitas vezes por razões absolutamente sem sentido, em diferenças de opiniões de escolas distintas que de algum acabaram absorvendo um histórico trágico e incorporando o mesmo ao seu discurso. Pessoalmente, conheço pelo menos um, talvez dois casos, em que uma pessoa desistiu de tornar-se muçulmana por ter presenciado uma triste cena de ofensas gratuitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allah nos guie e nos ajude a embelezar nossas maneiras, e a honrar a Misericórdia que o Profeta, as Bençãos e Paz estejam com ele, sua família e seus companheiros, representa para os mundos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-117046674174187784?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/117046674174187784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=117046674174187784' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/117046674174187784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/117046674174187784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2007/02/brigas-de-famlia-o-adab.html' title='Brigas de família – O Adab'/><author><name>malê</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18087435388335551508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-116212595719654727</id><published>2006-10-29T04:38:00.002-08:00</published><updated>2006-10-29T11:24:49.306-08:00</updated><title type='text'>Humanismo do Alcorão – Humanizar a Charia (final)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Leitura vetorial do Alcorão e da Charia &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mohamed Talbi&lt;br /&gt;(professor de Direito na Universidade de Tunis – Tunísia)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Pena capital : O Alcorão é igualitário e abolicionista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ó vós que credes, a pena de talião (qisâs) é prescrita contra quem infligir a morte: homem livre por homem livre, escravo por escravo, mulher por mulher. E aquele que for perdoado pelo irmão da vítima deve comportar-se honradamente e indenizá-lo no melhor espírito. É um alívio e uma misericórdia a vós proporcionados pelo Senhor. Quem depois agredir será rigorosamente castigado. Na lei do talião está a proteção de vossas vidas (wa lakum fi-I-qasâsi hayât), ó homens sensatos. E possais temer a Deus” (Alcorão 2: 178-179 [grifos meus])&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura vetorial desses versículos indica nitidamente, em primeiro lugar, a preocupação da igualdade perante a justiça. Todos os comentadores  tinham, por outro lado, bem entendido e sublinhado que o verbo “prescrever” (kutiba), presente naqueles versículos, não implicam a obrigação de aplicar a pena capital. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho, de uma certa maneira, Rashîd Ridha faz a exceção. Ele se apega a um artigo abolicionista publicado no al-Liwâ’ (L’Etendard, nS 1499, de 15 de maio de 1914) e escreve: “Vês então como tantas palavras podem ser ditas por um muçulmano e serem publicadas em meio aos muçulmanos! Trata-se de um ultraje ao Livro do Senhor e de uma abominação, perpetrada contra um dos fundamentos da sua Charia, que só encontra motivos nas paixões da política, possa Deus – O Altíssimo! – nos preservar !” Deste modo, desde o início do século passado, o abolicionismo era objeto de um vivo debate nos países muçulmanos, como aconteceu no Ocidente na mesma época. Algumas páginas depois, R. Ridha se repreende. Ele escreve: “Muitos casos como esse nos obrigam a não fazer da execução do assassino uma obrigação inelutável em todas as situações. A pena capital deve ficar como princípio fundamental. Mas seu abandono pode ser autorizado se houver o consentimento da parte civil e o seu perdão. Efetivamente, se o sentimento de compaixão cresce dentro de um povo, um grupo ou um país, fazendo com que a parte civil rejeite a execução criminal, considerando que o perdão é preferível e mais aproveitável, a decisão pertence a eles, e a Charia não os proíbe de tal decisão, ao contrário, os encoraja neste sentido. Porque essa reforma total em matéria de talião (qisâs) é justamente a mesma que o Alcorão realizou. A ciência humana não teria podido chegar lá sozinha”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, salientamos que Rashid Ridha não é contra o abolicionismo, ou melhor, ele é a favor, mas desde que a pena capital seja em princípio mantida, não condenada nela mesma como inumana, que “ultraja” o Livro do Senhor, e desde que a maturidade social que conduz ao abolicionismo exista e seja suficiente, existindo um consenso sobre o seu sujeito. Se essas condições estão reunidas, o abolicionismo pode ser autorizado, assim como pode encontrar seu fundamento no Alcorão. A atitude de R. Ridha é muito típica daquela do fiqh, da metodologia legislativa clássica de um modo geral: a firmeza no que diz respeito aos princípios e a flexibilidade na prática. A firmeza nos princípios pode levar os mais rigorosos faqîhs à intransigência, acabando no absurdo, no ridículo e na crueldade, e mesmo no crime e no terrorismo junto aos fundamentalistas mais incultos. A flexibilidade pode, para os faqîhs mais realistas e abertos no que se refere às necessidades da vida, virar obras de hiyal ,astúcias jurídicas para contornar as leis que eles mesmos, ou seus colegas, elaboraram. Os exemplos mais gritantes e os mais comumente admitidos concernem aos casamentos fictícios e o ribâ’, o empréstimo com juros. Para contornar as proibições a respeito desse último contidas na Bíblia e também no Alcorão, após cerca de um quarto de século foram criados bancos islâmicos que usam todo tipo de estratagemas para camuflar os juros em dividendos ou em produtos de vendas fictícias, valendo-se de todos os tipos de estratagemas inventados pelos antigos faqîhs. É a esse gênero de artifícios que sempre se chega  quando os textos, de qualquer tipo, são considerados na sua literalidade, cancelando a sua intencionalidade ou maqsad. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as dificuldades, divergências e contradições em que estavam se embaralhando os comentadores do Alcorão e os antigos faqîhs, todos praticamente literalistas, veja-se a tese de Néïla Sellini (Ta´rîkhiyyat al-Tafsîr al-Qur´âni wa-l-‘Alâqât al-Ijtimâ’iyya). Pode ser igualmente consultada a obra Abd al-Salâm Muhammad al-Sharîf, al-Mabâdi al-Sha’iyya fî Ahkâm al-‘Uqûbât fi-l-Fiqh al-Islâmi, em que o autor, abordando o tema da pena capital, passa muito brevemente sobre a questão, em duas páginas, certamente para evitar as dificuldades que a questão suscita e que poderiam prejudicá-lo junto a uma Faculdade de Teologia (a de Tunis) particularmente conservadora. O autor se limita a salientar a preocupação da Charia com a segurança públcia, preocupação que, segundo o mesmo, vem antes de qualquer outra consideração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida alguma, o versículo 2:178 é voluntariamente muito conciso, salientando de um modo estilisticamente surpreendente, quando a pena capital ´escolhida, dois princípios fundamentais: a igualdade e a responsabilidade individual na aplicação da pena. De fato, considerando que as vidas não tinham igual valor nas relações tribais, marcadas pelas relações de força, e o costume de que para cada morto dentro de uma trino nobre e poderosa, se matasse, não forçosamente o culpado, se ele não correspondia socialmente à mesma importância, ou mais do que o culpado, se fosse o caso, um bom número de outros membros da tribo a qual pertencia o assassino se ela fosse de uma casta inferior, frágil e sem poder. É isso que se chamava: “al-takâyul fi-l-dam”  (a equivalência das medidas em matéria de sangue). Durante o período que tinha precedido o Islam, os “sangues” derramados não tinham o mesmo valor, sendo que a reparação por vingança devia ser eqüitativa, ou seja, levar em conta o prejuízo sofrido pela trino lesada na perda de um dos seus, segundo o lugar que esse último tinha em seu seio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu comentário ao versículo 2:178, Tavabi nota, segundo Qatâda (680-736), um dos melhores conhecedores do Alcorão e muito próximo da época de sua descida entre os homens: “Os povos da época pré-islâmica tinham costumes bárbaros e estavam possuídos por Satã. Quando os membros de um clã tinham o numero e a força de seu lado, se um escravo de um outro clã matasse um escravo seu, eles diziam ‘para compensar, mataremos um homem livre, sem que haja nenhum outro modo de conciliação’. Isso por arrogância e por se considerarem superiores em relação aos outros. Se uma mulher de outro clã matasse uma mulher deles, eles diziam” para compensar mataremos um homem’”.  Chegava a acontecer que, por um único morto, fossem pedidas várias cabeças. Esse comportamento está profundamente enraizado na natureza humana. A Bíblia apresenta Lameque dizendo: “porque eu matei um varão por me ferir, e um mancebo por me pisar. Porque sete vezes Caim será vingado, mas Lameque setenta vezes sete” – Gn. 4:23-24.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clã era como um enxame de abelhas aglutinadas em torno do seu chefe. Vivia-se em grupo, tinha sua colméia, o seu território, que defendia ou procurava estender. Deslocava-se em grupo, podia ser forte ou frágil, segundo o numero de seus homens, daí a importância dos homens em detrimento das mulheres, e tinha sua honra a defender. O indivíduo não era um sujeito de direito e uma pessoa. A tribo é que o era. O Profeta tinha escapado da morte somente graças à proteção de seu clã, o Banû Hâshim. Quando esta proteção faltou, ele teve que fugir e emigrar para Yathrib, que mais tarde veio a se tornar Medina. A poesia pré-islâmica canta as glórias do clã, suas proezas de guerra, e chora suas decepções, sobretudo quando  seus guerreiros ficam sem vingança. Ela informa com muitos detalhes os usos e costumes. Zuhayr declamava: “Aquele que não defende seu bebedouro com as armas nas mãos, o vê demolido. E aquele que não agride, é agredido.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dominava o espírito de vingança e de compensação elevado ao quíntuplo do prejuízo sofrido, e não o espírito de justiça e igualdade. É o Alcorão, que se tornará sensível graças a hadîths inventados e a alguns comportamentos atribuídos aos companheiros, que revolucionará as mentalidades, valorizando o indivíduo e introduzindo as noções de justiça e igualdade. O termo “justiça” (‘adl) aparece no Alcorão 19 vezes, e “equidade” (qist) 23. A seguir, citamos alguns versículos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Justiça&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;: “Deus vos manda restituir aos depositantes os seus depósitos e, quando julgares entre os homens, julgar com justiça. Deus exorta-vos, para o melhor. Ele ouve tudo e vê tudo” &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;– Alcorão 4:58&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Justiça e caridade:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Deus ordena a justiça e a beneficência e a generosidade para com os parentes, e proíbe a concupiscência, o ilícito e a opressão. E Ele vos exorta. Possais lembrar-vos”&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;– 16:90&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Justiça para todos no respeito das diferenças e das confissões:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Convoca-os, pois, e persevera na senda da retidão como te foi ordenado. E não sigas suas paixões. E dize: ‘Creio em todos os Livros que Deus fez descer. Foi-me ordenado fazer justiça entre vós. Deus é o nosso Senhor e vosso Senhor. Temos nossas obras e tendes vossas obras. Que não haja discussão entre nós. Deus unificará. É para Ele que todos caminhamos”&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;– 42:15&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Justiça e equidade, mesmo para os injustos:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Ó vós que credes, permanecei fiéis a Deus e prestai testemunho da verdade; e que vosso ódio não vos impeça de serdes justos para com os que odiais. Sede justos: assim estareis mais perto da piedade. E temei ao Senhor. Ele sabe tudo quanto fazeis”&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;– 5:8&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Não existe serviço puro a Deus sem justiça entre os homens:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Diz: ‘Meu Deus ordena a justiça. Voltai a face para qualquer templo e apela para Ele, dedicando-lhe sinceramente a religião. Assim como vos trouxe à existência, assim regressareis para Ele”&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;– 7:29&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Entre judeus, se eles quiserem, julgueis com toda a justiça (&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;mas não se impõe a Charia a eles):&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Se vierem a ti, decide entre eles ou aparta-te deles, em nada poderão prejudicar-te; mas se os julgares, julga com justiça, Deus ama os justiceiros”&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;– 5:42&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Beneficência e justiça para todos, menos para os agressores:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Deus não vos proíbe de tratardes com cordialidade e justiça os que não combateram vossa religião nem vos expulsaram de vossa terra. Deus ama os justos”&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;– 60:8&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Justiça em todas as circunstâncias, mesmo contra você ou os próximos:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Ó vós que credes, sede firmes na distribuição da justiça, testemunhando por Deus, mesmo contra vós mesmos ou contra vosso pai, vossa mãe e vossos parentes, trate-se de rico ou de um indigente. Deus vela sobre todos. Não vos deixei levar pelas paixões e sede justos. Se vacilardes ou vos omitirdes, Deus o saberá” &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;– 4:135&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O versículo 2:178, anteriormente citado, denuncia esse comportamento e introduz o princípio da igualdade: um por um, como tínhamos indicado. É a preocupação com a igualdade que deve ser considerada em primeiro lugar, como prioridade. Inspira e orienta todo o texto.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveria-se fazer um estudo exaustivo, em seguida, uma abordagem histórica e antropológica desse texto, situando-o no contexto de sua época, uma época na qual o escravo e a mulher tinham poucos direitos ou mesmo nenhum. Para isso, deveria-se analisar, em um exame aprofundado, impossível de realizar nesse ensaio, os antigos comentadores e todos os tratados de direito, medievais e contemporâneos – se perceberá que as diferenças são mínimas – para extrair a abordagem do texto, com mentalidades e exigências que não são mais as nossas, penso na modernidade que não é compartilhada de modo igual entre todos, e sublinhar as diferenças e suas conseqüências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notar-se-á, então, que o texto, em relação ao período da descida do Alcorão na história, constitui um enorme passo à frente, em direção à igualdade que nele se exprime de uma maneira inequívoca, um pouco abrupta, enquanto estatuto social ou gênero, por ser mais clara, mais visível para todos, e, sobretudo, totalmente incontestável pelas sociedades patriarcais e agnósticas, nas quais o escravo e a mulher praticamente não eram “sujeitos de direito”. O texto os menciona explicitamente como “sujeitos de direito”, à igualdade,  no seu quadro social. Consideramos, então, ser o espírito de igualdade que anima o texto. É a preocupação com a igualdade que constitui o fundo e orienta o principal vetor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa igualdade engloba todas as categorias sociais, os dois sexos, todas as confissões, e todas as formas de crenças ou de descrenças? Ou é ela uma igualdade no interior de cada “casta”? Neste último caso, como resolver um crime em que estão envolvidas pessoas que fazem parte de grupos diferentes? O texto citado não trata do assunto e, por isso, tem várias interpretações. Essas interpretações estão expostas em numerosas páginas em todas as obras de exegese e de direito. Elas são longas, ricas em detalhes e contraditórias, com muitas citações de hadîths não menos opostos. Mesmo sendo importante conhecê-las e indicá-las, não vemos, para nosso propósito, nenhum interesse em relatá-las. Eles não nos vinculam. Para nós, somente o Alcorão é vinculante, assim como a Sunna, desde que seja autêntica; e, no caso desta última, nossos critérios são bastantes diferentes dos utilizados pelos autores dos corpus clássicos. Não basta que um hadîth figure nos corpus ditos Sahîhs, autênticos, para que seja sahîh. É necessário que ele seja conforme ao Alcorão na letra e no espírito. Rejeitamos categoricamente todo hadîth que não corresponda a esse critério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores dos Sahîhs haviam feito um primeiro estudo, uma pesquisa louvável, mas insuficiente. Encontram-se hadiths contraditórios, irracionais ou mesmo ridículos. Para livrar-se deles, os faqîhs os etiquetam como frágeis, interrompidos, relatados por uma única voz, etc. Mas, tendo-os sacralizados, não ousam rejeitá-los como falsos, por serem considerados como transmitidos por companheiros irreprováveis. Veja aqui como raciocina Tareq Oubrou, uléma contemporâneo e imam residente na França, que se diz “um homem livre por seus pensamentos e por suas opiniões”: “Desacreditar a moralidade de um companheiro do Profeta, é tocar a credibilidade pessoal desse último. Porque, de um certo modo, tal é o aluno, tal é o mestre. Todos os sábios sunnitas consideram que se os companheiros do Profeta relatam um hadîth desse, não podem mentir”. Seguindo esse raciocínio, um hadîth pode ser folclórico, pura invenção dos contadores públicos sensacionalistas, mas se é atribuído a um companheiro do Profeta, não pode ser rejeitado, e, desconsiderando o bom senso, tem que ser agüentado. Tanto que os pensadores muçulmanos não dessacralizaram os corpus de hadîths para submetê-los à critica, não somente do sanad, da cadeia de transmissão, mas também do matn, ou seja, do conteúdo, Desse modo, torna-se impossível qualquer renovação do pensamento muçulmano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apela-se ao hadîths somente de uma forma limitada e através de uma escolha em que o critério é a adequação com o Alcorão lido de uma forma vetorial. O que diz o Alcorão para esclarecer os versículos 2:178-179? Referindo-se à Tora e aos judeus, diz:que: “Na Tora, prescrevemos aos judeus: vida por vida, olho por olho, nariz por nariz, orelha por orelha, dente por dente, ferimento por ferimento. Mas quem perdoar, seu perdão será sua expiação. E quem não julgar conforme o que Deus revelou, será contado entre os iníquos” – Alcorão 5:45.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível compreender os versículos 2:178-179 somente à luz do versículo 5:45. Neste último, não é mais questão de “homem livre por homem livre, escravo por escravo, mulher por mulher”, mas exatamente como na Tora, de “vida por vida, em árabe, “al-nafsa bi-l-nafsi”. O versículo 5:45 está na sura 112 na ordem cronológica da descida do Alcorão á terra, que não é aquela do Mushaf (Vulgata), ou seja, da leitura litúrgica. É posterior, cronologicamente, aos versículos 2:178-179 que se encontram na sura 87, que a tinha precedido na ordem da descida do Alcorão. O versículo 5:45 vem, então, precisar e explicitar o sentido dos versículos precedentes: 2:178-179. A igualdade não está no interior de cada categoria humana tomada a parte: homem livre, escravo, mulher. A igualdade diante da justiça, em caso de crime, está entre todos os seres humanos sem distinção de casta, de clã, de estatuto jurídico ou de sexo: “vida por vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, é possível compreender plenamente os três versículos (2:178-179 e 5:45) somente à luz da Tora, a qual o Alcorão se refere explicitamente. Isso poderia surpreender o não especialista. Na sua intenção, o Alcorão rompe com as Antigas Escrituras, mas dando continuidade a elas: ele é o resultado e o acabamento (Alcorão 5:48). As escrituras judaico-cristãs são também nossas. Certamente não temas a mesma leitura delas, mas para nós muçulmanos, elas vêm do mesmo Deus que fez descer o Alcorão, livro no qual elas são citadas freqüentemente e que judeus e cristãos vêem somente como uma má cópia da Bíblia. Alguns chegam a falar de “um judaismo requentado. Não é somente útil, mas necessário, lembrar os textos bíblicos citados no versículo 5:45 do Alcorão: “Mas se hovuer morte, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé. Queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe” – Êxodo 21:23-25; “E quem matar a alguém certamente morrerá. Mas quem matar um animal, o restituirá, vida por vida. Quando também alguém desfigurar o seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito: quebradura por quebradura, olhos por olho, dente por dente: como ele tiver desfigurado a algum homem assim se lhe fará. Quem pois matar um animal, restitui-lo-á, mas quem matar um homem será morto. Uma mesma lei tereis: assim será o estrangeiro como o natural; pois sou o Senhor vosso Deus”. – Leviticos 24:17-22; “O teu olho não poupará: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé.” Dt. 19:21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se notar que os textos bíblicos são mais rigorosos e mais detalhados. Eles não concernem só aos homens. “Vida por vida” igualmente para “um animal” morto. Isso surpreende. Trata-se, bem entendido, de indenizar o proprietário do animal pelo prejuízo sofrido. Não impede que se tenha o direito de achar estranho, nos textos que tratam de justiça entre justiciáveis, a confusão entre vida humana e vida animal. Existe também talião para os animais? “Vida por vida” para todos, homens e animais colocados em um mesmo nível. Por outro lado, as leis prescritas não possuem uma motivação. Será assim “porque eu sou o Javé, teu Deus”, o Deus pessoal de Israel, e ponto. O tom e arbitrário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto corânico que faz referência à Bíblia, que dizem ser uma cópia malfeita dela, é muito diferente. As prescrições enunciadas mão são apresentadas como uma emanação do arbítrio de Javé, também dito Deus. A palavra apostrofa nele “pessoas de bom senso”, e apela para a sua razão para convencê-los do bem fundamentado das medidas editadas. A Lei está fundamentada na razão. Por  isso, através de um ijtihâd, ela deve ser um esforço permanente de reflexão e de interpretação, deve estar atualizada e contextualizada na orientação que inicialmente a inspirou. É isso que chamamos leitura vetorial dos textos. Deus não diz no Alcorão, como diz na Tora, é assim “porque eu sou Javé, teu Deus”. Ele diz: é assim porque “na lei do talião está a proteção das vossas vidas”, a vida dos homens, não dos animais, aos quais é recomendado, por outro lado, que se cuide deles. Tudo isso sem que sejam confundidos os planos. Toda medida que permite “a preservação da vida” está em conformidade com a vontade divina, a verdadeira Charia. Mesmo se textualmente ela não figura no Alcorão, porque o Alcorão, como salientamos é fundamentalmente Hudan, um guia e uma orientação, um vetor indicado por uma intenção. Se podemos preservar a vida sem suprimir outras vidas, é isso que devemos fazer. É lá que está a verdadeira Charia de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota-se, por outro lado, uma outra diferença fundamental entre a Tora e o Alcorão. Na Tora, Javé se dirige exclusivamente ao seu povo: os judeus. De fato, a Bíblia, do início ao fim, é a história desse povo e da sua eleição, desde Adão até Jeremias. O Alcorão se dirige, do inicio ao fim, ao homem, ao califa de Deus na Terra (Alcorão 2:30), desde Adão até o cumprimento final do plano de Deus para o homem. A mensagem corânica, por se dirigir ao homem em todo o tempo e todo o espaço, é humanista e universal, mas não universalista devido ao principio de liberdade que exclui toda pressão e de qualquer natureza. O Alcorão não é nem história de um povo, nem biografia hagiográfica de um homem: o Cristo da fé cristã. É normal que a Bíblia seja um Livro fechado, com leis acabadas. É natural que o Alcorão seja um Livro aberto, que oferece uma orientação, faróis que iluminam um Caminho, “a Senda mais reta” (Alcorão 17:9), para assegurar ao homem o pleno sucesso aqui e no além. O sentido literário do termo Charia não é Lei, mas Caminho. Mas um caminho não é um beco. Todos os esforços dos pensadores muçulmanos modernos devem ser somados para retirar os obstáculos desse caminho, tornando-o novamente praticável. Os Reformistas salafitas não têm conseguido conduzir esse trabalho de modo saudável justamente por terem seguido o caminho dos faqîhs, que fizeram uma leitura rabínica do Alcorão. Esta leitura tem de ser interrompida e substituída por uma leitura vetorial voltada para o futuro. O Alcorão nos convida a isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Alcorão rejeita a justiça baseada no principio de vingança (tha’r), que prevalecia na Arábia, viciando-a, no momento da sua descida dos céus. Esse foi substituído pelo principio da equidade e da solidariedade fraterna. Ele salienta o espírito do perdão das ofensas entre irmãos pertencentes a mesma família humana, acima daquele das represálias. A justiça não procura saciar os ódios e os rancores gerados pela ofensa. Ela tem um duplo objetivo: reparação eqüitativa e dissuasão. Todo o versículo 2:178 gira em torno dessa mutação qualitativa nos espíritos e no espírito das leis como diria Montesquieu (1689-1755). A diyya, a reparação pecuniária de um assassinato existia para os árabes. Mas foi o Alcorão que a extraiu e formulou o seu sentido, fazendo dela uma substituição da pena de morte, em um espírito de perdão e de fraternidade, sem perder de vista a equidade, que exige indenização e reparação do mal sofrido pela parte lesada. O beneficiário do “perdão de seu irmão”, designado dessa forma sem que haja qualquer outra referência à tribo ou ao clã, à raça ou confissão religiosa a qual faça parte – a unanimidade dos intérpretes compreendeu o versículo desse modo – demonstra a consciência da fraternidade humana e da primazia do perdão sobre a vingança como valor moral e como regulador das relações sociais. Mas para que o “perdão” possa ter o papel regulador, deve-se necessariamente fazer com que ele seja acompanhado de medidas complementares reparadoras do mal causado ao “irmão”, assim como dissuasivas, para conter e reprimir as pulsões de violência punindo o agressor nos seus bens. O crime não deve pagar. O Alcorão não preconiza nenhum outro castigo suplementar. Mas também não o proíbe. Ele deixa isso a cargo da sociedade. O vetor do ensino corânico está orientado para que não se recorra à pena de morte em virtude do princípio de base: a primazia absoluta da “preservação da vida”. A leitura vetorial do Alcorão não tem por objetivo contornar seu sentido quando necessário através de uma astúcia jurídica (hîla) formal a absurda, coisa a que os faqîhs tinham e têm freqüentemente recorrido. Ela é uma hermenêutica que permite melhor entender a vontade de Deus e cumpri-la. Visa entender plenamente seu sentido e ir sempre mais longe nesse. Ora, mais cavamos, mais o Alcorão se revela indiscutivelmente orientado para o abolicionismo. O resto depende do ambiente, da época e das circunstâncias as quais não podem ficar circunscritas a um só momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insistindo sobre o “perdão” na fraternidade e complementando que a indenização deve ser feita de “boa vontade”, o Alcorão esvazia a sanção de seu conteúdo punitivo, excessivo e vexatório, para colocar o culpado, que não é excluído, humilhado e designado como culpado diante da sociedade, no caminho da correção interior sem rancor, interiorizando nele mesmo a justiça da medida. O Alcorão é mais educativo do que coercitivo. A sanção jamais é objetivo nela mesma, ela é sempre um meio de reinserção social, virando a página do passado. O Alcorão especifica o sentido da sanção, “o alívio”, e seu espírito, “a misericórdia”. É claramente humanista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Nota: Esse texto contextualiza-se como capítulo de uma obra que o autor, Mohamed Talbi, anunciou estar elaborando em 2002. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-116212595719654727?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/116212595719654727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=116212595719654727' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/116212595719654727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/116212595719654727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/10/humanismo-do-alcoro-humani_116212595719654727.html' title='Humanismo do Alcorão – Humanizar a Charia (final)'/><author><name>Cartas Islâmicas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08845571107576474222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Pav%3F%3Fo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-116156077052426645</id><published>2006-10-22T12:22:00.000-07:00</published><updated>2006-10-25T13:06:59.906-07:00</updated><title type='text'>Eid Mubarak</title><content type='html'>&lt;em&gt;Bismillahi r-Rahmani r-Rahim&lt;br /&gt;Louvado seja Allah, Senhor dos Mundos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Assalamu alaikum&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, Domingo, ao horário do crepúsculo, o mês sagrado do Ramadan, sobre o qual comentamos, terá acabado, e amanhã pela manhã estaremos comemorando seu final com a Festa do Desjejum, Eid ul-Fitr. Durante toso esse mês fizemos caridade, rezamos muito, pedimos perdão e guia para nossas vidas neste mundo e no mundo espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Profeta, a Paz e as Bençãos estejam sobre ele, dizia que se soubéssemos a quantidade de bençãos que existem no Ramadan, desejaríamos que fosse o ano inteiro. É impossível evitar uma certa nostalgia dessa época, mesmo ficando um pouco cansados pela intensidade da mesma, especialmente quando, nos últimos 10 dias, e seguindo o exemplo do profeta, a Paz e as Bençãos estejam sobre ele, fazemos do melhor modo que pudermos o itkaf, o retiro na mesquita (o que explica algum “sumiço” do blog). Aqueles que conseguem passar por um período de concentração espiritual, e depois precisam, por alguma razão, voltar aos assuntos “deste mundo”, conhecem bem a mudança de “sabor” que isto proporciona. Mas Allah, o Altíssimo, é Misericordioso. Que Ele perdoe nossas lacunas, e aceite nossos esforços como se fossem perfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando que, para aqueles com vocação para tal, há ainda um jejum especial de seis dias, logo após a festa da quebra. Ele começará, portanto, na Terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos os irmãos muçulmanos, portanto, que Allah nos torne melhores a casa ano, e aceite nosso jejum. Que todos possam ter uma festa abençoada e alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eid Mubarak&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-116156077052426645?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/116156077052426645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=116156077052426645' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/116156077052426645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/116156077052426645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/10/eid-mubarak.html' title='Eid Mubarak'/><author><name>malê</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18087435388335551508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115918802891622014</id><published>2006-09-25T05:34:00.000-07:00</published><updated>2006-09-25T05:40:28.930-07:00</updated><title type='text'>Ramadan Mubarak</title><content type='html'>&lt;em&gt;Bismillahi r-Rahmani r-Rahim&lt;br /&gt;Louvado seja Allah, Senhor dos Mundos&lt;br /&gt;Assalamu alaikum&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Esse post será muito breve. Entramos agora no mês de Ramadan, o nono do calendário lunar muçulmano. Estamos em jejum, em um período de recolhimento e oração. E também um mês de felicidade, quando desceu a este mundo e foi revelado o Corão ao Profeta, a Paz e as Bençãos estejam sobre ele. E é um mês de Perdão, em que buscamos a Misericórdia Divina e Guia para este mundo tão tumultuado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Allah perdoe nossos erros, e aceite nossos atos de adoração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ramadan Mubarak&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115918802891622014?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115918802891622014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115918802891622014' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115918802891622014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115918802891622014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/09/ramadan-mubarak.html' title='Ramadan Mubarak'/><author><name>malê</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18087435388335551508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115841812675998160</id><published>2006-09-16T07:45:00.000-07:00</published><updated>2006-09-16T09:13:56.053-07:00</updated><title type='text'>Mas Será o Benedito!! Sobre o Papa Bento XVI</title><content type='html'>&lt;em&gt;Bismillahi r-Rahmani r-Rahim&lt;br /&gt;Louvado seja Allah, Senhor dos Mundos&lt;br /&gt;Assalamu alaikum&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nessa semana muçulmanos de todo o mundo foram surpreendidos com as declarações do papa Bento XVI. Em uma palestra dada na Alemanha, ele começou citando os diálogos entre um erudito persa, possivelmente muçulmano, e o imperador bizantino Manuel II Paleologus. Os paleologus foram os imperadores que acabaram por cair sob a força dos otomanos, com a tomada de Constantinopla em 1453. Nessas conversas, Manuel II a certa altura fala sobre o mal que o islam havia trazido ao mundo. A partir daí, o papa utiliza a lógica do texto para declarar entre outras coisas: 1) que a expansão violenta da fé não é compatível com a razão; 2) que a jihad não é compatível com a razão, logo não é compatível com Deus; 3) que a concepção transcendental da divindade no Islam a coloca acima da Razão, negando a herança grega e diferenciando-a do cristianismo. Isso levantou protestos de instituições, acadêmicos e países islâmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, primeiramente, aqui está o discurso completo do papa, para quem quiser ler:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.chiesa.espressonline.it/printDettaglio.jsp?id=83303&amp;eng=y"&gt;http://www.chiesa.espressonline.it/printDettaglio.jsp?id=83303&amp;amp;eng=y&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo de cara se vê que não é um texto sequer que trata do Islam como tema principal, mas sim da relação entre Fé e Razão, um tema clássico dentro do Cristianismo, e um problema teológico. O trecho do imperador Manuel Paleologus vem logo no começo, com uma maneira de expressar-se que, evidentemente, permitirá ao Vaticano dizer que aquilo não diz respeito à opinião do papa, e nem é um posicionamento deste em relação ao Islam. A questão é até que ponto há uma boa fé no uso dessa espécie de citações. Pessoalmente creio que foi feito de má fé mesmo. Ele expressou opiniões próprias colocando-as na boca de um terceiro, e desse modo pode depois dizer que as pessoas compreenderam mal e que ele não concorda necessariamente com o Manuel II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema em justificar isso é que a citação na realidade tem pouco sentido dentro do tema que ele quis abordar, pelo menos diretamente. Ele não precisaria ter falado do Islam para tratar da relação entre fé e razão. Na tradição cristã abundam citações e debates a esse respeito, que poderiam ter sido usados como referentes. Por que, dentre tantas opções, foi escolhida justamente uma “islâmica”. Podemos buscar um significado ideológico nessa escolha, uma utilidade não direta, mas proselitista. De um lado, ele busca apropriar-se da herança grega européia (apesar de boa parte dessa ter sido na verdade de origem muçulmana), depois busca acentuar uma convergência entre cristianismo/racionalidade vs islam/irracionalidade. A mensagem subliminar na melhor das hipóteses é: olha, europeus, somos gregos como vocês, por isso somos mais próximos do que aqueles islâmicos. Por outro lado, uma outra vertente seria: se a Jihad não vem de Deus, então se está dizendo que vem de quê? esta última é bem mais delicada, pois é literalmente ou uma demonização do islam, ou na melhor das hipóteses uma humanização, e obrigatoriamente deve ser esclarecida, especialmente porque neste acaso ele expressa, sim, sua posição pessoal, quando atribui à concepção transcendental da Divindade no Islam a rejeição da Razão. Então, quando diz que muçulmanos não têm compromisso com Razão, ele quer dizer exatamente o quê? Finalmente, uma última possibilidade seria: o Islam é algo irracional e portanto violento, daí é perigoso. Essa é a mais grave linha de pensamento, pois é praticamente um chamado à guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vale uma resposta q leva em conta esses detalhes. Simplemente, e sem dúvida, o papa não tem autoridade alguma e nenhuma credibilidade para falar sobre o Islam. As pessoas deveriam ser conscientes da responsabilidade que têm sobre o que dizem. Quem manda matar é tão culpado quanto quem mata. Acho quer ninguém espera que o papa se converta ao Islam, ou diga que ele e o cristianismo são a mesma coisa. Certamente muçulmanos podem dizer coisas muito desagradáveis sobre o mundo cristão, citar exemplos terríveis em toda sua história que seriam bastante ofensivos para o papa, mas geralmente só fazem isso quando provocados, ou quando alguém vem pedir sua opinião, e um espaço muçulmano ou no qual existe um acordo. Evitamos entretanto ao máximo entrar em celeumas com outros religiosos. Estou, e creio que a comunidade muçulmana está também, esperando que Bento XVI assuma sua responsabilidade, e não deixe espaço para que as imaginações sejam alimentadas, o que já começou a acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papa é um formador de opinião, por mais que sua autoridade esteja enfraquecida, ainda é extremamente influente, e com a responsabilidade que é consequência disso. Quem está em uma posição semelhante e não cuida dessa responsabilidade está abrindo portas para o trabalho de Shaitan.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115841812675998160?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115841812675998160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115841812675998160' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115841812675998160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115841812675998160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/09/mas-ser-o-benedito-sobre-o-papa-bento.html' title='Mas Será o Benedito!! Sobre o Papa Bento XVI'/><author><name>malê</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18087435388335551508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115765455060181709</id><published>2006-09-07T11:30:00.000-07:00</published><updated>2006-09-07T11:52:43.373-07:00</updated><title type='text'>Humanismo do Alcorão – Humanizar a Charia (II)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/1600/Alcor%3F%3Fo.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Alcor%3F%3Fo.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mohamed Talbi&lt;br /&gt;(professor de Direito na Universidade de Tunis – Tunísia)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;A laicidade: uma tática e um falso problema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos aprofundaremos na questão delicada e crucial da autoridade, por esta ser muito complicada para ser exposta em algumas linhas. Digamos simplesmente que a autoridade está no home, ou seja, no povo. No Islam não existe teocracia. Deus não governa a terra. Ele deixa o governo ao homem, o qual ele fez seu khalîfa (2:30), seu administrador, apesar da sua propensão a agir mal e a derramar sangue. Ele oferece seu guia (hudan) ao homem e o deixa livre. O Alcorão é um livro guia, não um código fixo. Neste sentido, pode-se afirmar que o Islam é uma Nomocracia, ou seja, um governo da terra pelo homem – que recebeu, com toda a liberdade, a sua administração e o usufruto, mas não a sua propriedade – à luz do guia divino que o assiste na elaboração da Lei. Cabe ao homem elaborar, em continuidade e do melhor modo possível, as leis. Como notou Ibn Khaldûn (1332-1406), a soberania está sempre no povo, e a elaboração das leis pertence a ele: “Quando são impostas por Deus, através de um legislador que as institui e as promulga, chega-se a uma política de inspiração religiosa, aproveitável neste mundo e além dele” . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ibn Khaldûn evidentemente prefere “uma política de inspiração religiosa”. Este nota, entretanto, que essa forma de governo na prática revelou-se isntável: tem sempre um desequilíbrio irresistível para o que ele afirma ser o “mulk”, ou seja, uma forma de governo que se fasta cada vez mais de toda “inspiração religiosa”, porque essa é a natureza humana. Ibn Khaldûn, lembramos, era sociólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tivesse vivido em nosso meio, teria sem dúvida notado também um fenômeno inverso: aquilo que foi chamado “o retorno do religioso”. Nas sociedades muçulmanas, esse fenômeno atualmente se cristaliza com o retorno à aplicação da Charia. Esta reivindicação é incontornável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A laicidade, à francesa, é a rejeição do guiar de Deus, ou seja, a rejeição de Deus, ao qual se proíbe de fazer referência, pronunciar seu nome, sob pena de ser ridicularizado. Ora, o muçulmano não pode dizer como o poeta Prévert (1900-1977):Pai nosso que estais nos céus, Fique lá! Ele não pode dizer isso porque, para o muçulmano, Deus está presente e nos assiste permanentemente: o muçulmano coloca-se diante dele cinco vezes por dia e endereça a ele esta prece: Guia-nos no caminho certo (ihdinâ al-sirat almustaqîm). Ele não pode pedir o seu guiar e o rejeitar. É em vão pedir a um muçulmano que aceite uma laicidade que é camuflagem e enganosa, que é rejeição de Deus, ateísmo disfarçado. Nessa armadilha, repete-se muitas vezes, como ouvi freqüentemente, que a laicidade não é ateísmo. O muçulmano atento e coerente consigo mesmo não concordará jamais. Sim! A laicidade que nos propõem os desislamizados/desislamizantes, ou os muçulmanos em via de desislamização, é um ateísmo camuflado para fazer passar a pílula aos ingênuos. No Islam, é inadmissível expulsar Deus do seu Mulk, de sua Realeza sobre o Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema da laicidade não se coloca no Islam. É um falso problema que é específico do Ocidente e da sua história conflituosa com a Igreja. Ele não é transponível para o Islam. Não existe no Islam uma Igreja a ser separada do Estado. Jamais houve no Islam um desentendimento entre as duas espadas: a do Imperador e a de São Pedro, pela simples razão de que no Islam não existe São Pedro. Na sua morte, o Profeta, ao menos para os sunitas, não designou nenhum sucessor. Não existe sucessor. Era a Umma, no seu conjunto, que deveria se responsabilizar por seus negócios. O Profeta não tinha constituído uma “Igreja”; não fez como Jesus. Ele diz simplesmente a seus companheiros: “Eu vos deixo o Alcorão e a minha Tradição”. Ora, sua Tradição residia em tudo aquilo que é temporal, de consultar seus companheiros, e de se colocar, freqüentemente contra sua vontade, de acordo com o ponto de vista deles. O egípcio Ali Abderrazik (1888-1966) tinha sido mal compreendido . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mohammad não tinha nada de ditador. Em Yathrib, dividida pelos desentendimentos das tribos rivais, preparava-se a coração de um rei, Ibn Abi Ubay, quando o Profeta foi convidado para ir lá. Ele nunca assumiu o papel de um rei e, até o fim da sua vida, viveu na pobreza. Ele adotou a cidade, que se tornou Medina, povoada igualmente por politeístas e judeus, aos quais vieram se juntar os muçulmanos recentemente convertidos, sendo que a maior parte vinha de Meca, depois de alguns meses de consulta, de uma constituição escrita, negociada entre todas as partes e por elas aprovadas: a Sahîfa . A Sahîfa levantou muitas discussões. Para nós, trata-se da primeira constituição escrita em nível universal. Reiteramos, particularmente, seu caráter negociado e pluralista: ela não criou um estado islâmico uniconfessional e nela não era mencionada a aplicação da Charia. Ela confiava ao Profeta o papel de arbitro em todos os litígios em que as partes contratantes não entravam em acordo, insistindo sobretudo nos deveres de solidariedade  e de defesa comum da Cidade-Estado contra toda a ameaça exterior. Mais de quatorze séculos após a sua promulgação, a Constituição de Medina, por sua flexibilidade, seu espírito liberal de tolerância e seu pragmatismo, pode ainda servir como fonte de inspiração. Ela me faz lembrar a Constituição americana, compromisso equilibrado entre estados constituintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Charia propõe um problema e não é com a armadilha da laicidade/ateísmo camuflado que vamos resolvê-lo. Também não pode ser resolvido, como pensam os fundamentalistas da nova geração, pelo engano de uma ficção democrática estratégica Só pode ser resolvido através do esclarecimento, sem enganação, nem camuflagem, nem coisas mal-feitas, nem segundas intenções. Só é possível resolvê-lo através de uma democracia verdadeira e autêntica que coloca os problemas cruamente, submetendo-os a um amplo debate. Os fundamentalistas se enganam completamente se pensam que, mudando de tática após terem sido derrotados ao tentar tomar o poder pela violência, podem resolver esse problema com uma democracia-armadilha para, logo após, virares as costas para todas as liberdades e estabelecerem um Estado islâmico no estilo Taliban. A principal deficiência que apresentam, para que possam ser admitidos hoje na cena política, é a desconfiança unânime que inspiram, que une, contra eles, todas as forças democráticas, todas as ideologias e todas as tendências. Enganam-se enormemente se pensam ter maioria nas sociedades atuais e, ainda menos, no futuro. Tudo joga contra eles: o tempo, a expansão do ensino, suas falências econômicas e as odiosas  cenas de barbárie que produzem. Provocam medo como se fossem espantalhos e os povos, hoje atentos, não se deixam mais pegar de surpresa. O barbudo se tornou o equivalente a um “bicho-papão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perderam, principalmente e definitivamente, o apoio do imperialismo americano, que quase os criou nos anos cinqüenta dentro do quadro geopolítico anti-soviético, e os jogou diabolicamente e pontualmente contra as liberdades que julgava prejudicais a seus interesses, sobretudo nos países produtores de petróleo, mas também em outros. Um bom ditador é mais dócil do que um povo livre. Mas os americanos estão descobrindo que a equação não é tão simples, e que o maquiavelismo inocentemente interpretado nem sempre é lucrativo. A maior besteira que o fundamentalismo fez foi o ataque de 11 de setembro: nesse dia, ela alienou seu aliado natural! Ele não tem mais futuro. Seu tempo terminou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a laicidade/ateísmo camuflada não é a solução, se o fumdamentalismo/obscurantismo violento não tem futuro, é necessário resolver o problema da Charia, que, na sua forma atual, não tem nenhuma chance de ser aplicada. Porque, na sua forma atual, ela não e nada mais do que o fundamentalismo que envenena o ambiente e paralisa todo progresso. O dito fundamentalismo moderado não existe; é uma ficção criada por razões políticas: interpreta o papel de um calmante em tempos de crise aguda. Todas as instituições religiosas, sem exceção, ensinam a mesma Charia. A única diferença é que os ulémas, covardes por natureza e por tradição submissos ao poder, se contentam em ensiná-la, deixando Deus “se virar sozinho” na aplicação dela, e só pedindo nas mesquitas para que Ele guie o governante local a fim de que ele faça retorno; enquanto que os fundamentalistas, sedentos de martírio e contando somente consigo mesmos, não pensam duas vezes em usar a violência para a aplicar. A Charia continuará a envenenar a vida em todos os países muçulmanos e a paralisar todo progresso enquanto o problema que ela coloca não for resolvido a fundo. A única solução esta na renovação do pensamento muçulmano, para que esse se convença da necessidade de repensar a Charia, na sua humanização e modernização, e na legitimidade da sua reformulação que, longe de se afastar da vontade de Deus oud e traí-la, permite melhor respeitá-la de acordo com o espírito do Alcorão. É para essa renovação do pensamento muçulmano e a reformulação da Charia que consagramos nossos esforços, junto com todos aqueles que estão animados pelo mesmo interesse e que têm as mesmas preocupações. Estamos convencidos de que para os muçulmanos de coração e de prática, que rejeitam a esquizofrenia do mundo moderno, não existe outra solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Charia incorpora duas questões que, sem estarem totalmente separadas uma da outra, são, ao mesmo tempo, indiscutivelmente distintas: a das relações do homem com Deus (´ibâdât) e a das relações de homem a homem compreendendo o seu ambiente (um´âmalât). As dificuldades do Islam nas suas conexões com a modernidade não substituem a primeira questão: elas não são de natureza teológica. O Islam é uma religião sem mistérios, que se casa bem com a racionalidade. Elas vêm da segunda questão: são de natureza legislativa e jurídica. “Eu vos deixo o Alcorão e a minha Tradição”, diz o Profeta. Um muçulmano coerente consigo mesmo pode ignorá-los? Pode honrá-los na mesquita e ignorá-los por todos os lugares? Os nascidos muçulmanos e hoje desislamizados e desislamizantes querem romper abertamente com a Charia e a abolir, resolver o problema pela desislamização, pela “secagem das fontes”, segundo a expressão de um antigo ministro da educação que fez disso seu programa, e o combate cessará por falta de combatentes. Censuro justamente a sua duplicidade: de não dizer francamente que lutam pela desislamização concertada e militante das sociedades muçulmanas. Podem fazê-lo, é direito deles, mas que o digam. A laicidade que preconizam não é a neutralidade do Estado árbitro, que tem o papel de assegurar para todos uma ordem de paz. Usam o Estado para encobrir, sobretudo na escola, uma política perfeitamente planificada de desislamização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Hudûd: penas limites. A leitura vetorial e crítica&lt;br /&gt;vai no sentido de sua abolição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para permitir ao muçulmano viver plenamente a modernidade e ser, sem esquizofrenia, não o que a despreza, mas em continuidade o motor dela e o que a concebe, não existem duas soluções, mas somente uma: repensar e atualizar constantemente a Charia à luz do Hudan, do Guia divino constantemente interrogado. Isso pode ser realizado somente através de uma leitura vetorial do Alcorão e da tradição filtrada preliminarmente pelo Alcorão, para melhor descobrir, a cada instante, o maqsad, a intenção do Criador no seu Plano para o homem e aderir a ele em perfeita inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tudo se focaliza sobre o hudûd: penas de mutilação e degradantes e a pena capital. Nos dois casos, trata-se da aplicação tais como elas foram codificadas pelos faqîhs, ou seja, pelos juristas dos séculos IX e X, de uma vez por todas e ne varietur. Conhece-se a comoção que gera, praticamente exclusiva no Ocidente, o horror das cenas de apedrejamento, decapitação, e todo gênero de mutilação.Em nome da Charia, o fundamentalismo fez da aplicação dessas penas seu cavalo de batalha, o emblema do Islam e sua principal reivindicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo hudûd consta do Alcorão treze vezes, onde, estranhamente, nunca diz respeito às sanções penais ou outras. Concerne sempre, de um modo geral, à proteção da esposa contra os abusos do esposo. É a Charia, elaborada pelos faqîhs, especialistas do direito, que gerou um termo jurídico técnico designando algumas penas repressivas, em particular as penas do direito penal. O temo, em si , designa um limite, uma fronteira a não ser ultrapassada. Este sentido está claro nos dois versículos que seguem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º) “Tais são os limites (hudûd) de Deus. Não os transcendais” – Alcorão 2:187. É Claro que essa ordem  significa não só ser proibido transgredir os limites fixados por Deus, mas que é necessário ficar antes deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º) “Tais são os limites (hudûd) de Deus. Não os ultrapasse. Quem o transgredir estará entre os prevaricadores” – Alcorão 2:229.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se concluir que os hudûd são limites que não devem ser ultrapassados. Quando se trata de penas, essas são máximas, limites além das quais é proibido se aventurar. Recomenda-se ficar antes disso. Ora, os faqîhs não somente desconsideraram as sábias recomendações divinas, mas acrescentaram novos elementos, como acontece no caso do adultério e da fornicação de uma maneira geral. Chegaram até a inventar um versículo que, por pudor, não ousaram incluir no texto da vulgata, declarando, cúmulo do absurdo, revogado no seu texto, mas mantido na sua norma (hukm). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade, uma multidão de hadîths (conjunto de atos ou palavras de Mohammad) nos fazem pensar que os hudûd eram aplicados no tempo do Profeta, que os companheiros os valorizavam particularmente e insistiam na sua aplicação, sobretudo ‘Umar. Um hadîth, muitas vezes repetido, estipula: “Um hadd aplicado sobre a terra, é preferível par aos habitantes da terra que não sejam regados pela chuva trinta manhãs seguidas”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A multidão dos hadîths contraditórios nos leva a pensar que se fazia recurso a eles, mas sempre com uma aversão manifestada do Profeta. Mostra-se ele fazendo parte de um apedrejamento graças à insistência de seus companheiros, lançando “uma pedra da grossura da ervilha” e saindo imediatamente depois, sendo legível a aversão em sue rosto. Alguns insistiram com ele para serem apedrejados e se fazer assim valorizar, como acontecia com os primeiros cristãos que procuram o martírio . Em todos esses casos, o Profeta fazia de tudo para persuadi-los : “Vós estais loucos? ”, disse ele a um candidato ao martírio ou ao suicídio por apedrejamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os hadîths que interpretam o melhor pensamento do Profeta são aqueles que exprimem a sua aversão por este tipo de castigo. Esses são numerosos. Em primeiro lugar, esse: “Sempre que vós o podeis, não recorreis aos hudûd”. Está muito claro. Esta é a regra. Os poucos casos de uso do hudûd são exceção, sendo evidente a repulsão do Profeta.Pode ser citado, ainda: “Eviteis recorrer aos hudûd” . A seguir, esse hadith: “Cada vez, entretanto, que as pessoas levam um caso ao meu conhecimento, a aplicação do hadd torna-se obrigatória.” É, certamente, um complemento para justificar a solução mediana escolhida pelos faqîhs, que consiste em não realizar uma investigação na matéria, em virtude do princípio geral do sitr, da discrição enquanto não tenha divulgação, e de aplicar a lei exclusivamente quando a justiça seja interpelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O princípio é de não recorrer aos hudûd, e de fazer de tudo para evitar os erros judiciais, beneficiando o réu em caso de dúvida: mais vale soltar um culpado do que condenar um inocente. “Enquanto vós podeis, não ides recorrer aos huûd entre muçulmanos. Se o réu pode ter uma saída, libere-o. É preferível que o chefe se engane por excesso de clemência do que de rigor” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão a que chegamos é a seguinte: despenalização do adultério e de todas as faltas sexuais; abandono das penas de mutilação e degradantes. Tudo em nome de uma leitura vetorial e crítica do Alcorão e da Tradição, para aderir mais firmemente a eles, lendo-os em seu maqsad, na sua intencionalidade. Efetivamente, é a intencionalidade da lei que conta, mais do que a sua palavra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115765455060181709?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115765455060181709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115765455060181709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115765455060181709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115765455060181709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/09/humanismo-do-alcoro-humanizar-charia.html' title='Humanismo do Alcorão – Humanizar a Charia (II)'/><author><name>Cartas Islâmicas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08845571107576474222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Pav%3F%3Fo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115724315640416128</id><published>2006-09-02T17:16:00.000-07:00</published><updated>2006-09-02T17:25:56.430-07:00</updated><title type='text'>O Islam e a Dúvida parte 2</title><content type='html'>&lt;em&gt;Bismillahi r-Rahmani r-Rahim&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Louvado seja Allah, Senhor dos Mundos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se o ceticismo filosófico não se sustenta em sua forma radical, que valor ele pode ter para nós, e como ele surge dentro do islam? Bem, na realidade ser cético é, em certo sentido, uma característica muito própria tanto do islam como do judaísmo, e pessoalmente utilizo de forma bastante frequente o ceticismo metodológico. Ser cético com o objetivo de construir um conhecimento não tem nada de mais, e é um preceito ainda mais antigo do que a escola de Pirro, na verdade é uma necessidade, uma vez que uma tese só se constrói pela negação de sua antítese. De fato, se vamos para histórias populares, verificamos que existe um ceticismo inerente ao ser humano, e conheço pelo menos uma história de "&lt;em&gt;lobisomens&lt;/em&gt;" desmascarados por pessoas que não acreditaram nas lendas, ou pelo menos que fosse aquele um caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O islam reconhece essa função do ceticismo. Na realidade, um moderno filósofo muçulmano tem uma frase que utilizo com frequência, escrita, salvo engano, em um de seus livros "Islam para Ateus". Ele diz "o ateu é um muçulmano que disse apenas&lt;em&gt; la ilaha&lt;/em&gt;" e não disse &lt;em&gt;ilaLlah&lt;/em&gt;. A shahada, a profissão de fé do muçulmano, que todos recitam como rito de passagem para o ingresso na comunidade islâmica, nada mais é do que o reconhecimento dessa função do ceticismo. Ser cético é em primeiro lugar estar &lt;em&gt;desidolatrizado&lt;/em&gt;, é negar a existência de ídolos de falsos deuses, de algo transcendente, ao qual o ser humano deva reconhecer, sem "parceiros", sem "&lt;em&gt;sharik&lt;/em&gt;". O papel da dúvida é com maestria demonstrado através da vida do nosso profeta, a paz e as bençãos estejam sobre ele, sua família e seus companheiros, quando ele recebeu pela primeira vez a revelação, em um dia do mês de Ramadã sobre o qual oportunamente algo será dito. Ao ter à sua frente o anjo Jibril, a paz esteja sobre ele, a declarar que ele estaria recebendo uma Revelação Divina como novo profeta da humanidade... ele duvidou. Seu primeiro pensamento foi de estar louco, ou sendo enganado por alguma das criaturas ardilosas chamadas de &lt;em&gt;jinns&lt;/em&gt;. Sua primeira reação foi "não há deuses", "&lt;em&gt;la ilaha&lt;/em&gt;". Essa é a primeira reação do muçulmano ideal, pois foi a reação de nosso modelo humano perfeito. Tivesse ele simplesmente crido, pouco se diferenciaria de algum louco que se considera jesus cristo ou napoleão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como a dúvida é estéril em si mesma, o muçulmano reconhece a Verdade necessária que deu origem a toda a criação, o Primeiro necessário, que é a única coisa, por mais incomparável e transcendente que seja, que deve ser reconhecida. A Ele denominamos, conforme a Revelação, Allah. Mas não é tão simples. O muçulmano luta todo o tempo para livrar-se dessa idolatria, algumas vezes tão sutil que não reconhecemos como tal, em busca de um reconhecimento cada vez mais perfeito dessa Realidade que se expressa através do corão. É esse o objetivo final das disciplinas e das ciências interiores que foram vivificadas pela devoção de milhões de almas monoteístas. O alimento delas é a esperança de um dia encontrar essa Realidade, conforme a promessa que receberam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, há muito mais motivo para muçulmanos serem céticos do que acreditarem, pois Allah é Único, mas os ídolos que o homem cria em seu esquecimento são infinitos. É justamente o ato de destruir nossos próprios ídolos internos que aumentará nossa "&lt;em&gt;fé&lt;/em&gt;", nosso iman. Nossos pilares de fé são Allah, os Anjos, os Profetas, os Livros Sagrados, o Juízo e o Destino. O que são os anjos? Quem são os profetas? Como são os livros sagrados. Tudo isso se aperfeiçoa à medida que sabemos o que não são cada coisa dessas. Quando o muçulmanos tem uma crise em alguma crença, não é nos pilares que sua crise se localiza, mas em um ídolo que ele projetava neles, em um Deus imaginado apenas por ele próprio, em uma visão dos anjos que esperava algo deles, ou que os antropomorfizava. A Verdade jamais pode estar errada, mas apenas nossa opinião sobre ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115724315640416128?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115724315640416128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115724315640416128' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115724315640416128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115724315640416128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/09/o-islam-e-dvida-parte-2.html' title='O Islam e a Dúvida parte 2'/><author><name>malê</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18087435388335551508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115671152248766348</id><published>2006-08-27T13:41:00.000-07:00</published><updated>2006-08-27T13:50:51.673-07:00</updated><title type='text'>O Islam e a Dúvida parte 1</title><content type='html'>&lt;em&gt;Bismillahi r-Rahmani r-Rahim&lt;br /&gt;Louvado seja Allah, Senhor dos Mundos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assalamu alaikum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente li, por meio de uma indicação do orkut, um texto que falava de um fenômeno chamado dissonância cognitiva, que trata em poucas palavras da coexistência de elementos contraditórios na psiquê humana, incluindo crenças, opiniões, conceitos, ou outros elementos. No caso, tratava-se de um website cético, e isso me fez recordar dos meus próprios tempos de ceticismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ceticismo em si é um é uma escola filosófica muito antiga, originária do grego Pirro e difundida especialmente pelas obras de Sexto Empírico. Basicamente era uma espécia de fenomenologia empirista, onde se rejeitavam quaisquer alusões a elementos que não pudessem ser concretamente demonstrados. Nada que lembre algum tipo de pensamento niilista. O ceticismo entretanto alcança seu valor metodológico em Descartes ao começar duvidando de tudo, chegando à sua famosa frase “&lt;em&gt;penso, logo existo&lt;/em&gt;”, para representar a única coisa que não poderia ser posta em dúvida, sua própria razão, e sua noção de “&lt;em&gt;eu&lt;/em&gt;”. Mas não é difícil perceber a estranheza da situação quando se pensa que motivos teríamos para aceitar, entretanto, que “ele” pensava, ou existia. Essa foi a principal dificuldade de seu argumento, que, apesar de toda justificativa elaborada posteriormente, fatalmente se reduz a algo incomunicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, se Descartes transforma a dúvida em método, é David Hume que irá transformar o ceticismo no carro chefe da metodologia científica. Para ele, como nas meditações cartesianas, a dúvida é sempre um ponto de partida, que será modificada apenas em função de fortes evidências, que, viriam da experiência. Daí bastou o tempo e o desenvolvimento de uma cultura racionalista e científica para que ele se tivesse seu lugar no senso comum do ocidental médio. De fato, o último de nossos personagens de hoje, o “&lt;em&gt;positivista&lt;/em&gt;” Augusto Comte, criou o próprio mito histórico que fundamenta o “progresso”, onde a dúvida empírica é vista como a etapa final do conhecimento humano. Somos herdeiros dessas escolas, e para um ocidental, quando decide pela conversão ao islam, &lt;em&gt;dúvida&lt;/em&gt; é fatalmente um valor chave com qual precisa “negociar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, ele precisa encarar não simplesmente um preconceito cultural contra o Islam. Este existe evidentemente, fruto de uma história de conflito que vem desde as cruzadas, e passa por todo o processo de expulsão dos muçulmanos da Europa. Mas se trata aqui antes de uma resistência a qualquer forma de “&lt;em&gt;fé&lt;/em&gt;”, qualquer religião, e contra o próprio conceito em si de crença religiosa. Existem, naturalmente, alternativas de espiritualidade que já incorporam o espírito cético ao menos parcialmente, e o exemplo mais evidente no Brasil é o espiritismo. Entretanto, a pretensão cientifica do mesmo é apenas uma esperança vã, pois logo ele se vê ridicularizado por céticos com cultura científica mais solidamente estabelecida, cujo movimento vem crescendo atualmente neste país. Às religiões tradicionais, entretanto, sequer se cogita a possibilidade de lidarem com a dúvida de forma eficiente. Como lugar comum, elas são consideradas dogmáticas, rígidas, e impedem o desenvolvimento do livre-pensamento, daí se explicaria todo o sucesso da modernidade. Não irá surpreender muito dizer que está é pura e simplesmente uma visão ideológica baseada no positivismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, a dúvida é algo muito real, e é um problema legítimo examinar como o muçulmano lida com ela. Mas, primeiramente, algo deve ficar muito claro: o ceticismo absoluto é uma impossibilidade lógica. Ele leva a uma recursividade infinita, onde sempre se pode pôr em dúvida sem jamais construir um conhecimento concreto. Então, a questão aqui não é uma apologia indiscriminada da dúvida. Na prática encontramos pessoa que o fazem, mas facilmente se mostra que não é uma posição sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115671152248766348?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115671152248766348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115671152248766348' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115671152248766348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115671152248766348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/08/o-islam-e-dvida-parte-1.html' title='O Islam e a Dúvida parte 1'/><author><name>malê</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18087435388335551508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115637212614816317</id><published>2006-08-23T15:18:00.000-07:00</published><updated>2006-08-23T15:28:46.153-07:00</updated><title type='text'>(cont.) Os Muçulmanos e os Nomes Mais Belos de Deus</title><content type='html'>V. A MEDITAÇÃO AL GAZZALIANA DE ALGUNS DOS MAIS BELOS NOMES DIVINOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al Gazzali, no comentário que faz dos Nomes mais Belos de Deus, amplia as perspectivas espirituais e permite ao crente ir sempre mais profundamente em sua aproximação do mistério? Lendo atentamente seu "Maqsad", nos damos rapidamente conta de que as explicações dadas e as transposições propostas não vão muito longe. O que ele diz, por exemplo, desses Nomes divinos como são al-Quddus (o Santo) e as-Salam (a Paz)? O texto não necessita comentário algum:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al Quddus (o Santo) é Aquele que está livre de qualquer atribuição de qualidades percebidas pelos sentidos ou representadas pela imaginação, ou adiantadas pela conjectura ou pressentidas pela consciência ou determinadas pela reflexão. Não digo que tenha que escapar aos defeitos e às imperfeições: falar assim (a propósito de Deus) indicaria uma falta de educação. De fato, é uma falta de educação explicar que o rei de tal país não é tecelão nem barbeiro. Negar sua existência correria o risco de fazer crer que isso é uma coisa possível, e isso já é uma imperfeição. Digo, pois, que é Santo (Quddus) Quem escapa de todos os atributos da perfeição tal como entende defini-la a maioria dos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, estes consideram, em primeiro lugar, seus próprios atributos tomando consciência deles. Depois percebem que esses atributos se dividem em atributos que dependem da própria perfeição (a saber, a ciência, o poder, a vista, o ouvido, a palavra, a vontade, o livre arbítrio, e lançam mão de alguns nomes que correspondam à essas realidades pretendendo depois que esses nomes são os próprios nomes da perfeição) e outros que dependem da imperfeição própria (a saber, a ignorância, a impotência, a cegueira, a surdez, o mutismo,lançando mão também de alguns nomes que correspondem a essas realidades). Continuando, pensam que o melhor que  podem fazer para louvar a Deus, é atribuir-Lhe as virtudes e os atributos da perfeição que encontram em si mesmos (ciência, poder, vista, ouvido e palavra) e descartar Dele os atributos da imperfeição. Mas, realmente, Deus  escapa totalmente tanto dos atributos da perfeição como dos da imperfeição que os homens possam chegar a conceber à partir das criaturas e, conseqüentemente, está imune (muqaddas) a esse gênero de atributos ou de qualquer coisa que se lhe pareça. Se Dele não houvesse tido permissão de recorrer a eles e aplicá-los, de nenhum modo estaria permitido utiliza-los para falar Dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXORTAÇÃO: A santidade (quds) do ser humano consiste em despojar sua vontade e sua ciência. Deve liberar sua ciência de todas as coisas imaginárias, sensuais ou conjecturáveis, em uma palavra, de todas as coisas "perceptíveis" que o homem tem em comum com os animais. Mais ainda, tem que concentrar sua razão e fixar sua ciência sobre as realidades divinas que escapam a qualquer percepção dos sentidos, se bem que é inútil dizer então que elas são próximas ou distantes. Fazendo isto, o ser humano se libera de todas as realidades sensuais e imaginárias. Assim adquire, mediante a ciência, o que inclusive se chegasse a perder do uso dos sentidos e do imaginário, continua sendo para ele o lugar maravilhoso das ciências superiores, universais e metafísicas, que dependem das realidades externas, excluídas as realidades individuais que não fazem senão mudar e renovar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também deve despojar sua vontade, de maneira que esta não busque mais esses bens humanos que se reduzem aos prazeres das faculdades concupiscentes e irrascíveis, as delicias da mesa, do sono, dos vestidos, do tato e da visão, em uma palavra, de todas essas voluptuosidades às que somente se chega mediante a mediação dos sentidos e do corpo. Mais ainda, não busca nem quer nada fora de Deus e só encontra seu bem Nele. Não tem mais desejo ardente que encontrar nem outra alegria profunda a não ser aproximar-se Dele. E se chegasse a lhe ser proposto o paraíso, com todas suas delicias, não prestaría nenhuma atenção a isso, porque neste mundo como no outro o Único que lhe interessa é o Senhor dos dois mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Cont.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115637212614816317?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115637212614816317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115637212614816317' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115637212614816317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115637212614816317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/08/cont-os-muulmanos-e-os-nom_115637212614816317.html' title='(cont.) Os Muçulmanos e os Nomes Mais Belos de Deus'/><author><name>Cartas Islâmicas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08845571107576474222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Pav%3F%3Fo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115603919619133946</id><published>2006-08-19T18:54:00.000-07:00</published><updated>2006-08-27T13:57:43.376-07:00</updated><title type='text'>Laitat al Isra wa al-Miraj</title><content type='html'>Bismillah ar-Rahmani r-Rahim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvado seja Allah, o Senhor dos Mundos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Glorificado seja Aquele que, durante a noite, transportou o Seu servo, tirando-o da Sagrada Mesquita e levando-o à Mesquita de Al-aqsa, cujo recinto bendizemos, para mostrar-lhe alguns dos Nossos sinais. Sabei que Ele é Oniouvinte, o Onividente&lt;/em&gt;.” Corão,(17:1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a tradição, foi na noite de 27 do mês islâmico de Rajab por volta do ano 621, que o profeta Muhammad, que a paz e as bençãos de Allah estejam sobre ele, foi levado por Jibril, a paz esteja sobre ele, montado em um animal com cabeça humana, Buraq, de Meca, da Kaaba, onde estava, até a mesquita mais distante, localizada, segundo a maior parte das opiniões, em Jerusalém, mais precisamente, onde se encontrava o Templo de Salomão. Atualmente, lá está a mesquita al-Aqsa, e o domo da rocha, de onde o profeta, saws, subiu aos sete céus, até uma região chamada &lt;em&gt;Sidrat al-Muntaha&lt;/em&gt;, o Lótus do Limite, além do qual nem mesmo Jibril as poderia ir. Ali, nós muçulmanos acreditamos que ele foi investido da profecia por Allah, o Altíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse evento que o segundo dos pilares do islam, a oração ou salat, foi estabelecido de forma definitiva, sendo fixado nas 5 preces diárias conhecidas, inicialmente voltada para al-Aqsa, para Jerusalém. Em sua jornada noturna o profeta, a paz e as bençãos estejam sobre ele, encontrou com os profetas que o precederam, e viu afirmada a unidade da Revelação aos seres humanos. Visitou o paraíso e o inferno, e conheceu seus habitantes, testemunhou a felicidade de um e o tormento do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma noite de recordação para os muçulmanos. Recordação de nossa origem, de nosso Senhor e de Sua Misericórdia através das mensagens que nos enviou através dos profetas. Allah guie e oriente a todos nós pelo caminho da Verdade, e traga paz a este mundo tão conturbado que perdeu seu caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115603919619133946?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115603919619133946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115603919619133946' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115603919619133946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115603919619133946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/08/laitat-al-isra-wa-al-miraj.html' title='Laitat al Isra wa al-Miraj'/><author><name>Cartas Islâmicas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08845571107576474222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Pav%3F%3Fo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115584785918656513</id><published>2006-08-17T13:45:00.000-07:00</published><updated>2006-08-17T13:50:59.353-07:00</updated><title type='text'>(cont.) Os Muçulmanos e os Mais Belos Nomes de Deus</title><content type='html'>IV. A INTERIORIZAÇÃO PELO CRENTE DOS NOMES MAIS BELOS DE DEUS.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os teólogos muçulmanos, por sua parte, não deixaram de explorar os significados últimos dos mais Belos Nomes de Deus, depois de haver debatido amplamente sobre as difíceis e sutis relações entre o  Nome (ism) e Aquele que é nomeado (musamma), entre os atributos que lhe correspondem (sifat)e o ato de atribuí-los a Deus (wasf): teríamos aí como uma apropriação ou domínio do crente sobre Deus e seu mistério? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para qualquer teologia muçulmana coerente, essa era uma tentação que teria que ruir. Por isso, al Bayhaqi (994-1006) deixou  um Livro dos Nomes e dos Atributos, Al Gazzali (1059-1111) redigiu "O grau mais elevado que podemos oferecer do que significam os mais Belos Nomes de Deus, e al-Razi (1144-1209) escreveu o Livro das Provas que iluminam o que são os Nomes e os Atributos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastará expor aqui brevemente o que sobre isso diz Al Gazzali. Com ele, e seguindo a doutrina ash'ari sunni, os teólogos muçulmanos consideram que os atributos são distintos da essência divina. Assim podemos reagrupar os Nomes de Deus em relação com a classificação dos Atributos. O  Real (Verdade) (al-Haqq) é o Nome da essência e corresponde ao atributo da existência. Aos atributos essenciais e negativos da pré-eternidade, da pós-eternidade, da dessemelhança, da auto suficiência e da unicidade corresponderiam os doze Nomes seguintes: o Santo, a Paz, o Rico, o Único, o Rei, o Poderoso, o Exaltado, o Inacessível, o Primeiro, o Último, o Evidente, o Oculto. Aos atributos conceituais (que adicionam um conceito "ma'na" à essência) da ciência, do poder, da vida, do ouvido, da vista, da vontade, da percepção, corresponderiam então cerca de 50 Nomes mais Belos, enquanto que os últimos (quase trinta) viriam  especificar os múltiplos aspectos dos atributos do próprio  Ato divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os mais importante, para os muçulmanos, não está na inserção da litania dos Nomes mais Belos em um tratado de teologia sobre Deus ("de Deo Uno"): se tratava antigamente, nas sociedades tradicionais, de levar um dos Nomes e declarar-se o servidor. Por isso voluntariamente se era Servidor de Deus ( 'Abd Allah), Servidor do Rei ( 'Abd' al Malik), Servidor do Poderoso ('Abd al-'Aziz), Servidor do Majestoso ('Abd al-Yalik) etc. Se tudo isso corre o risco de ficar fora de moda hoje (6) não é menos certo que todo crente sincero está convidado  por seus mestres espirituais a "revestir-se, de certo modo, dos "bons costumes de Deus" (al-tajalluq biajlaq Allah) que são expressos precisamente por esses Belíssimos Nomes: a meditação se deve pretender que penetre no sentido e na ação humana, procurando reproduzir humanamente as manifestações maravilhosas desses Nomes, interpretando o hadith clássico "Deus creou Adão a sua imagem", que significa certo "parecer" entre o Creador e sua criatura (7). Al Gazalli não percebeu o desenvolvimento das conseqüências práticas para seus leitores e discípulos: "Parecido e conformidade engendram atração entre os dois seres parecidos: toda forma está mais inclinada na direção daquela com a qual se parece". Por isso, em seu tratado  "A Revivificação das ciências da Religião (Ihya´ ulum ad-din) escreve: "Revesti-vos, pois, dos bons costumes de Deus (...). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perfeição última, para o crente consiste em aproximar-se de seu Senhor, fazendo seus esses atributos que merecem todo louvor: a ciência, a justiça, a bondade, a benignidade, a beneficência, a misericórdia, o bom conselho, o estímulo ao bem, o preservar-se do mal". Então se chega a certo "intercâmbio dos atributos", como o celebra certo hadith "qudsi" (hadith "sagrado" onde é Deus que fala): "Quanto mais meu servidor se acerca de Mim, graças a suas obras suprarogatórias, diz Deus, mais Eu o amo . E quando Eu o amo, Eu me converto no ouvido mediante o qual ele ouve, na vista mediante a qual vê, na língua graças à qual fala, no pé graças ao qual caminha". É então quando os Nomes mais Belos são vividos pelo crente que os interioriza e neles medita, tanto melhor,  que os vive, de uma forma, evidentemente (sic), totalmente humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V. A MEDITAÇÃO AL GAZELIANA DE ALGUNS DOS MAIS BELOS NOMES DIVINOS&lt;br /&gt;(Cont.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115584785918656513?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115584785918656513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115584785918656513' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115584785918656513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115584785918656513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/08/cont-os-muulmanos-e-os-mais-belos.html' title='(cont.) Os Muçulmanos e os Mais Belos Nomes de Deus'/><author><name>Cartas Islâmicas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08845571107576474222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Pav%3F%3Fo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115516293857841794</id><published>2006-08-09T15:30:00.000-07:00</published><updated>2006-08-09T15:35:38.590-07:00</updated><title type='text'>Os Muçulmanos e os Mais Belos Nomes de Deus ( cont.)</title><content type='html'>III. ENTRE ESSES NOMES,QUAL SERIA  O NOME SUPREMO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto os muçulmanos mais simples assim como os teólogos e os místicos têm se ocupado do problema do Nome Supremo: existe um e qual seria ele? Para alguns, que expressam assim uma verdade de sentido comum, não haveria nenhum Nome Supremo ou, melhor dizendo, esse seria exatamente aquele que permite ao crente dirigir-se a Deus e entrever através Dele o Mistério, graças à aproximação privilegiada de um ou outro de seus Nomes mais Belos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros, ao contrário, afirmam que esse Nome existe e que podemos conhecê-lo. Esse seria, dizem os primeiros, o pronome pessoal Huwa (Ele), posto que o poder da meditação concentrada sobre esse pronome, junto com o ritmo da inspiração e da expiração que as duas sílabas "hu" e "wa" supõem e animam, permite efetivamente ir muito longe nesta "experiência existencialmente adquirida" que, a este respeito, propõem as sessões de "dikr" das confrarias religiosas: "Oh, Ele, oh, Aquele além do qual não há outro Ele, oh, Aquele em quem se oculta a identidade de qualquer outro Ele".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros vêem, ao contrário, o Nome Supremo no próprio Nome de Deus (Allah), porque Deus, disse o Corão, possui os Nomes mais Belos" (7, 180). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira opinião pensa que se trata mais  do Nome " O Vivente, O Subsistente" (al-Hayy al-Qayyum), posto que assim parece indicar o Corão (2, 255). Para outros ainda, esse Nome seria "o Senhor de Majestade e de Generosidade" (Dhu l-yalal wa-l-ikram), porque está recomendado expressamente pelo próprio Profeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros vão  buscar nas letras com que começam algumas surahs (as surahs 2, 3, 7, 10, etc.) as iniciais desses Nomes Supremos que seguem ocultas ao comum dos mortais. &lt;br /&gt;Alguns, enfim, vêem na expressão corânica "o Senhor do Trono Sublime" (Rabb al- 'arsh al 'azim) (9, 129) o Nome que estaria acima de todos os Nomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns teólogos seguem convencidos de que esse Nome Supremo continua e continuará sendo sempre o segredo de Deus, tanto mais que, como disse igualmente um hadith, "Deus tem 4.000 Nomes, dos quais 1.000 são conhecidos apenas por Ele, outros 1.000 são conhecidos por Ele e pelos anjos, enquanto que outros 1.000 se encontram na Torah, 300 no Evangelho, 300 nos Salmos, 100 no Corão (dos quais 99 explicitamente), enquanto que o resto permanece oculto" (5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV. A INTERIORIZAÇÃO PELO CRENTE DOS NOMES MAIS BELOS DE DEUS.&lt;br /&gt;(Continua..)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115516293857841794?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115516293857841794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115516293857841794' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115516293857841794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115516293857841794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/08/os-muulmanos-e-os-mais-belos-nomes-de.html' title='Os Muçulmanos e os Mais Belos Nomes de Deus ( cont.)'/><author><name>Cartas Islâmicas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08845571107576474222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Pav%3F%3Fo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115487125844921875</id><published>2006-08-06T06:33:00.000-07:00</published><updated>2006-08-06T06:34:18.460-07:00</updated><title type='text'>Duas democracias não entram em guerra</title><content type='html'>Bismillahi r-rahman r-rahim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi falar hoje do mais simples, retomando a proposta do blog, e comentando algo sobre como pensamos esta diversidade de que falamos na apresentação. Pensei que, se  for apenas algo repetitivo, e nesse caso me perdoem aqueles que lerem esta "carta islâmica", pelo menos me ajudará neste início de vida "blogueira". Isso acabou me levando a outras reflexões, a possíveis analogias entre nosso mundo moderno e o histórico que o islam nos traz. O profeta, que a paz e as bençãos estejam sobre ele, sua família e seus companheiros, várias vezes preveniu os muçulmanos sobre os perigos da divisão. Ele dizia “mantenham-se firmes” e “não se dividam”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem lê o blog não deve pensar que tenho, e nesse ponto me arrisco a falar pelos outros, temos, alguma ingênua noção de um vale-tudo dentro do mundo islâmico. Existem grandes diferenças entre as escolas islâmicas. Existem também questões que sempre causaram e possivelmente continuarão a causar grande celeuma, como a questão da fotografia, sobre a qual teria algumas histórias bastante desagradáveis para contar, mas que não chegaram a criar divisão, e existem coisas realmente graves, que justificaram muito derramamento de sangue. Não nego essas "manchas", e não pretendo nem uma renovação, nem uma unificação, nem uma aceitação indiscriminada de qualquer coisa que traga o nome de islam. As escolas do islam não podem estar todas corretas, isso é um fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existe o velho mito moderno: “duas democracias nunca entraram em guerra”. No islam vale o mesmo, dois governos muçulmanos jamais, em tese, deveriam entrar em guerra. Um muçulmano jamais deveria derramar o sangue de outro, nem oprimi-lo, isso em qualquer nível pessoal, familiar, público ou privado. Então, quando se quis fazer guerras, fez-se o que se faz quanto às democracias: negou-se que eram muçulmanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base nisso, as diferenças foram transformadas em agressões ao islam, e as guerras foram feitas em nome da “purificação”. Não é necessário muito para ver como isso é análogo aos totalitarismos, ditaduras, e tantos outros nomes usados para tornar verdadeira a sentença “duas democracias não entram em guerra”. É tudo uma questão de nomes, no fim das contas, chamamos alguém de fora-da-lei, de terrorista, ou de algum outro nome carregado de maniqueísmo, e temos quaisquer ações legitimadas. Os muçulmanos pagaram um preço alto por essas divisões, na verdade, o fim do mundo islâmico como império esteve profundamente ligado a isso, pois estas foram usadas pelas novas potências emergentes e dos novos nacionalismos que surgiam como forma de enfraquecer, o “dividir para governar” já tão conhecido desde a antiguidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje a ummah, a comunidade muçulmana, se encontra perdida, um espelho quebrado buscando sua própria unidade, cada pedaço refletindo algo da realidade, e pretendendo que sua visão particular seja a correta, na qual todos deveriam “se unir”. Nosso foco, se Deus quiser, é antes na realidade do que no espelho. Quanto às “democracias” e outros “ismos”, é perturbador verificar algumas vezes uma similaridade absurda entre isso e o que acabei de citar. No islam temos o corão como revelação divina. Ele restará como último baluarte, como última âncora ao último muçulmano que estiver vivo. O que restará para os “ismos”?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115487125844921875?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115487125844921875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115487125844921875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115487125844921875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115487125844921875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/08/duas-democracias-no-entram-em-guerra.html' title='Duas democracias não entram em guerra'/><author><name>Cartas Islâmicas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08845571107576474222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Pav%3F%3Fo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115454358782162764</id><published>2006-08-02T11:12:00.000-07:00</published><updated>2006-08-02T11:35:10.673-07:00</updated><title type='text'>(cont.) Os Muçulmanos e os Nomes Mais Belos de Deus</title><content type='html'>Estes são os Nomes mais Belos de Deus que encontramos no próprio Corão, onde se apresentam de dois em dois para terminar muitos versículos importantes: alguns se citam apenas uma vez ( o Dispensador de bens, o Vitorioso, o Protetor), outros aparecem freqüentemente ( O que ouve, 47 vezes; o Vidente, 51 vezes), e alguns se repetem incansavelmente, como o Misericordioso (115 vezes). Todos os muçulmanos conhecem este hadith transmitido por Abu Hurayra: " Deus possui 99 Nomes, Cem menos Um, porque Ele, que é o Incomparável, deseja ser invocado por esses Nomes, um a um. O que conhece estes 99 Nomes entrará no Paraíso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II. DE ONDE VÊM ESSES NOMES, e NÃO HAVERIA OUTROS MAIS?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, para os muçulmanos, todos esses nomes foram diretamente revelados por Deus e têm uma origem puramente árabe. É evidente, para quem se interroga sobre as fontes corânicas, que alguns desses Nomes pertenciam já ao vocabulário religioso sul-arábico. Pode-se estabelecer tabelas de correspondência (2 ) e, por volta de 60 Nomes corânicos - que não são dos mais importantes-  viriam daí. Com efeito, os atributos que o Corão reconhece em Deus por meio desses Nomes são exatamente os que têm correspondentes hebraicos ( por volta de 50): estes expressam diretamente a unicidade de Deus, sua santidade e sua transcendência, seu poder creador e soberano, sua vontade de justiça e de retribuição, sua misericórdia e sua bondade, sua plenitude de vida e sua eternidade. Trata-se, pois, dos Nomes mais freqüentemente citados pelo próprio Corão, coisa que o aproxima da  Bíblia, sobre tudo dos Salmos (3): ocorre, pois, que esses nomes bíblicos se encontram no centro das "constelações" dos mais Belos Nomes de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses Nomes, que o Corão enumera às vezes seguidos em alianças curiosas, é possível, com efeito, reagrupá-los por famílias, como no final da Surah O Reagrupamento: “ É Ele Deus - não há deus senão Ele, o Rei, o Santo, a Paz, O que dá segurança a quem necessita, o Protetor, o Poderoso, o Forte, o Supremo (...) o Creador, Aquele que faz, o Formador ( 59, 23-24). O Nome do Clemente (ar-Rahman) tem em todas as partes um lugar privilegiado. Citado 57 vezes ( e 7 vezes com o de Misericordioso, na fórmula "bismi Llah ar-Rahman ar-Rahim", que apresenta as 114 Surahs, com exceção da nona), leva sempre o artigo e nunca faz como atributo, a continuação de um verbo "ser" sub entendido: este substitui mais de 50 vezes o próprio termo Deus, sobretudo durante o 2º período mequense da pregação de Muhammad (615-619) enquanto que está ausente dos numerosos hadiths que a tradição Muçulmana colecionou (4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os demais Nomes são qualificativos (com freqüência de forma intensiva e às vezes reservados unicamente a Deus) regularmente utilizados em situação de atributos e que podemos reunir em "constelações" ao redor de um tema central: unicidade (1 Nome), transcendência-santidade (5 Nomes), soberania (15 Nomes), eternidade (5 Nomes), verdade-luz (2 Nomes), onipotência (17 Nomes), creação-origem e término (9 Nomes), providência (9 Nomes), misericórdia (15 Nomes), ciência (9 Nomes), justiça redistributiva (5 Nomes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é como a "constelação" da providência agrupa os seguintes Nomes mais Belos: o Dispensador de bens, o Piedoso, o Vigilante, o Guardião.&lt;br /&gt;Além destes, existem outros Nomes? Muitos se surpreendem de não encontrar na lista o nome de Senhor (Rabb), citado 959 vezes no Corão: acaso é porque sempre está ligado (estado de anexação gramatical) a algum pronome pessoal humano que designa o discípulo, o servidor ou o escravo? E por que alguns Nomes não foram elaborados à partir de certos versos citados muito freqüentemente pelo Corão? Deus falou sem cessar no Corão aos homens, por isso teríamos esperado vê - lO designado com o Nome de Mutakallim, O que fala. O  debate não deixou de acontecer, intenso e violento, inclusive dramático, em Bagdá, no século IX, entre teólogos mu’tazilitas (que exaltavam a razão humana) e asharitas (que privilegiavam o texto corânico): Seria possível, por via de analogia, partir das qualidades humanas e creadas para deduzir delas algum atributo (fundamentalmente diferente mas parcialmente parecido) do próprio Deus ? Um hadith, não visa que "Deus é belo (yamil) e ama a beleza"? Os asharitas e os hanbalitas pensaram que era mais coerente para o Islam afirmar que apenas Deus fala bem de Deus e que o crente só estava habilitado a nomeá-lO mediante os Nomes que o próprio Deus revelou no Corão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A devoção muçulmana, ao longo dos séculos, nunca cessou de adicionar a estes 99 Nomes mais Belos de Deus muitos outros nomes que considerou dignos de expressar a ação de Deus sobre os homens: Não é igualmente o Vencedor (al-Galib), O que concede a vitória (an-Nasir), o Verídico (as-Sadiq), o Benfeitor (al-Mun'un), o Doador (al-Mu’ti)? O vocabulário dos místicos e confrarias religiosas teria que ser explorado nesse sentido e ele indicaria quais foram, ao longo dos séculos, os Nomes mais Belos sobre os quais se inclinava de preferência sua meditação aprofundada do Mistério de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. ENTRE ESSES NOMES, QUAL SERIA O NOME SUPREMO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua..)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115454358782162764?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115454358782162764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115454358782162764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115454358782162764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115454358782162764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/08/cont-os-muulmanos-e-os-nomes-mais.html' title='(cont.) Os Muçulmanos e os Nomes Mais Belos de Deus'/><author><name>Cartas Islâmicas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08845571107576474222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Pav%3F%3Fo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115394978060655003</id><published>2006-07-26T14:31:00.000-07:00</published><updated>2006-07-26T14:36:20.620-07:00</updated><title type='text'>OS MUÇULMANOS E OS NOMES MAIS BELOS DE DEUS</title><content type='html'>OS MUÇULMANOS E OS NOMES MAIS BELOS DE DEUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Maurice Borrmans&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São numerosos os crentes em ambiente muçulmano que põem no centro de seus pensamentos algum dos Nomes que sua tradição dá a Deus. Alguns, entre os mais devotos, desfiam três vezes seu rosário de 33 contas ("subha", "masbaha"), o que lhes permite nomear assim, um a um, os 99 Nomes mais Belos de Deus ("al Asma'al-Husna"): mais além das vias silenciosas da "teologia negativa",não se encontra aí tudo o que eles podem atrever-se a dizer de Deus, seguindo nele o conselho que lhes há dado o próprio Corão: "Deus possui os Nomes mais Belos. Emprega-os, pois, para invocá-lO" (7, 180)?&lt;br /&gt;Mas, quais são esses Nomes que a litania enumera seguindo uma ordem já clássica, tal como se reproduz nos murais e nas figuras dos calendários? De onde vêm esses Nomes? E não haveria mais de 99? E entre esses Nomes, qual seria o "Nome Supremo"? Estas questões que deveriam permitir-nos descobrir, como o crente muçulmano pode recitá-los, meditar sobre eles depois e, às vezes, interioriza-los.&lt;br /&gt;Tais serão, pois, os pontos essenciais que o presente trabalho tem como objetivo abordar, ainda que seja apenas brevemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. OS 99 NOMES MAIS BELOS DE DEUS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junaid, místico muçulmano morto em 298/910, resume maravilhosamente as coisas: "Só Deus Se conhece bem a Si mesmo. Por isso Ele apenas comunicou às melhores de suas criaturas os Nomes pelos quais Ele Se ocultou". Não está dito tudo nesse versículo: "Glorifica o Nome de teu Senhor, o Altíssimo" (87, 1)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes são os Nomes mais Belos de Deus tal como se recitam e repetem normalmente (1):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.- Deus - 2.- O Clemente - 3.- O Misericordioso - 4.- O Rei - 5.- O Santo - 6.- A Paz - 7.- O que dá segurança para quem a necessita - 8.- O Vigilante - 9.- O Querido - 10.- O Muito Forte - 11.- O Soberbo - 12.- O Produtor - 13.- O Creador - 14.- O Organizador - 15.- O Indulgente - 16.- O Dominador - 17.- O Doador - 18.- O Dispensador de bens - 19.- O Vitorioso - 20.- O Muito Sábio - 21.- O que Apreende - 22.- O que Dilata - 23.- O que humilha os soberbos - 24.- O que eleva em dignidade - 25.- O que Exalta - 26.- O que humilha os vaidosos - 27.- O que ouve - 28.- O Vidente - 29.- O Juíz - 30.- O Justo - 31.- O Bem feitor - 32.- O Sagaz - 33.- O Doce - 34.- O Magnífico - 35.- O Indulgente - 36.- Aquele a Quem devemos dar graças absolutas - 37.- O Elevado - 38.- O Grande - 39.- O Protetor - 40.- O que Alimenta - 41.- Aquele a Quem que devemos render contas - 42.- O Majestoso - 43.- O Generoso - 44.- O Guardião Zeloso - 45.- O que aceita a prece e responde com dons - 46.- O Onipresente - 47.- O Prudente - 48.-O Afetuoso - 49.- O Glorificador - 50.- O Ressucitador - 51.- A Testemunha  - 52.- A Verdade - 53.- O Gerente - 54.- O Forte - 55.- O Firme - 56.- O Protetor - 57.- O Louvado  - 58.- O que conta as ações no Juízo Final - 59.- O Inovador - 60.- O que conduz ao bem - 61.- O Vivificador - 62.- O Senhor da morte - 63.- O Vivente - 64.- O que existe por Si - 65.- O que ama - 66.- O Glorificado - 67.- O Único - 68.- O Eterno - 69.- O Poderoso - 70.- O Todo Poderoso - 71.- O que Aproxima - 72.- O que Afasta - 73.- O Primeiro - 74.- O Último - 75.- O Vencedor - 76.- O Muito Elevado - 77.- O que Reina - 78.- O Oculto - 79.- O Reverente - 80.- O que Perdoa - 81.- O Vingador - 82.- O Indulgente - 83.- O Benevolente - 84.- O Rei do Poder - 85.- O Senhor de Majestade e de Generosidade - 86.- O Eqüitativo - 87.- O que Reúne - 88.- O Rico - 89.- O que Enriquece - 90.- O Inacessível - 91.- O que Aflige - 92.- O que Favorece - 93.- A Luz - 94.- O Guia - 95.- O Admirável - 96.- O que Permanece - 97.- O que dá bens sem mérito do que recebe - 98.- O Condutor - 99.- O Paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Continua..)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115394978060655003?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115394978060655003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115394978060655003' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115394978060655003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115394978060655003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/07/os-muulmanos-e-os-nomes-mais-belos-de.html' title='OS MUÇULMANOS E OS NOMES MAIS BELOS DE DEUS'/><author><name>Cartas Islâmicas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08845571107576474222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Pav%3F%3Fo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115351985309110378</id><published>2006-07-21T15:02:00.000-07:00</published><updated>2006-07-21T15:10:53.113-07:00</updated><title type='text'>visitando um doente</title><content type='html'>&lt;em&gt;Bismillahi Irrahmam Irrahim&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo a doença para um muçulmano é uma benção de Allah. A razão para esta é que se uma pessoa piedosa adoecer, a seguir seu status eleva-se e se um pecador adoecer então seus pecados são perdoados. Para visitar uma pessoa doente é tido como "Iyaadat." Este é mostrar que a bondade humana são meios de ganhar Sawaab. Sobretudo é a Sunnah do Profeta Muhammad(saws). Quando uma pessoa visita um muçulmano que esteja doente, a seguir ganha as mercês de Allah(swt) e um presente do Jannat. O Profeta Muhammad (saws) indicou: "Se um muçulmano visita seu irmão muçulmano que está doente de manhã, então 70 000 anjos suplicarão por essa pessoa até a noite e se visitar na noite então suplicarão para ele até o amanhecer, e devido a seu Iyaadat, ganha um jardim no Paraiso." Em um outro Hadith, narrou-se que se uma pessoa fizesse Wudhu e pretendesse visitar uma pessoa doente somente para Sawaab, está mantido então longe do inferno até a distância de uma viagem de 70 anos. É também Sunnah para permitir que a pessoa doente coma o que quer que deseja. Ao visitar uma pessoa doente, uma não deve fazer barulho, desagradável ou maldoso. Não visitar a pessoa doente durante um longo período. Você deve fazer Du'a e então pedir licença. Ao visitar o doente pedir também que a pessoa doente faça Du'a para você desde que seu Du'as sejam aceitos prontamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115351985309110378?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115351985309110378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115351985309110378' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115351985309110378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115351985309110378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/07/visitando-um-doente.html' title='visitando um doente'/><author><name>malê</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18087435388335551508</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115288289950332718</id><published>2006-07-14T06:12:00.000-07:00</published><updated>2006-07-14T06:19:00.763-07:00</updated><title type='text'>O que é o Sufismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/1600/sufi.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/sufi.1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:13;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;O Sufismo é menos uma doutrina ou um sistema de crenças que uma experiência e uma forma de vida. É uma tradição de iluminação que leva adiante a verdade essencial através do tempo. Tradição que, sem dúvida, deve ser concebida em um sentido vital e dinâmico. Sua expressão não deve permanecer limitada às formas religiosas e culturais do passado. A verdade do Sufismo requer reformulação e expressão nova em cada época.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" spt="75" preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;  &lt;o:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1025" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:.75pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\ADMIN\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://www.sufism.org/images/dot_clear.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMIN/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1025" height="1" vspace="5" width="1" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;br /&gt;Isto não significa que o Sufismo vai&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;transigir em seu desafio com uma sociedade obstinadamente materialista. É e continuará sendo uma crítica ao espírito mundano - graças ao qual nasce tudo o que nos faz esquecidos da Divina Realidade. É e deve ser uma via de escape do labirinto de uma cultura materialista em bancarrota. Mais importante, sem dúvida, é um convite ao que é significativo e à felicidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1026" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:.75pt;height:.75pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\ADMIN\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://www.sufism.org/images/dot_clear.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMIN/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1026" height="1" vspace="5" width="1" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;br /&gt;O Sufismo, tal como o conhecemos, se desenvolveu dentro da&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;matriz cultural do Islam. A revelação Islâmica se apresentou a si mesma como a última expressão da mensagem essencial trazida à humanidade pelos profetas de todas as épocas. O Corão reconhece a validade de 120.000 profetas, ou mensageiros, que vieram despertar-nos de nosso egoísmo mesquinho e recordar-nos nossa natureza espiritual. Confirmou a validade de revelações passadas, ao mesmo tempo em que assegurava que a mensagem original foi freqüentemente distorcida no transcurso dos séculos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1027" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:.75pt;height:.75pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\ADMIN\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://www.sufism.org/images/dot_clear.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMIN/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1027" height="1" vspace="5" width="1" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;br /&gt;O chamado do Sufismo à universalidade se baseia no amplo reconhecimento da existência de um só Deus, o Deus de todas as pessoas e de todas as verdadeiras religiões. O Sufismo entende ser a sabedoria feita realidade pelos grandes profetas - incluindo explicitamente&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Jesus, Moisés, Davi, Salomão e Abraão, entre outros, e incluindo implicitamente outros seres iluminados não denominados,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de cada cultura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1028" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:.75pt;height:.75pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\ADMIN\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://www.sufism.org/images/dot_clear.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMIN/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1028" height="1" vspace="5" width="1" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;br /&gt;No mundo Ocidental de hoje existem diversos grupos sob o nome de Sufismo. Por um lado, estão os que sustentam que não pode existir um verdadeiro Sufismo sem a valorização e prática dos princípios do Islam. Por outro lado, alguns grupos ignoram mais ou menos as raízes Islâmicas do Sufismo e tomam seus ensinamentos de mais atrás, de Sufis que podem ou não ter tido contato com ensinamentos especificamente Islâmicos. Mais ainda, há quem aceita o Sufismo tanto em sua essência como em sua forma, enquanto há outros que são Sufis na essência mas não na forma. Em minha opinião, uma valorização e compreensão do Corão, dos ditos de Muhammad, e do Sufismo histórico é de incalculável valor para o caminhante da via Sufi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Historicamente, o Sufismo não foi concebido como sendo separado da essência do Islam. Todos seus mestres traçaram sua iluminação através de uma cadeia de transmissão que começava em Muhammad. Ainda que pudessem discordar com certas interpretações do Islam, nunca questionaram a validade essencial da revelação Corânica, nem foram fundamentalistas no sentido de interpretar rigidamente esta revelação ou de desacreditar outras crenças. Muito freqüentemente, eles representaram as maiores conquistas dentro da cultura Islâmica e foram uma força de tolerância e moderação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1029" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:.75pt;height:.75pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\ADMIN\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://www.sufism.org/images/dot_clear.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMIN/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1029" height="1" vspace="5" width="1" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;br /&gt;Durante quatorze séculos a vasta tradição Sufi contribuiu com um corpo de literatura sem par na terra. De algum modo os princípios diretores do Corão, e a heróica virtude de Muhammad e seus companheiros geraram um ímpeto que permitiu florescer uma espiritualidade de amor e consciência. Aqueles que seguem a via Sufi hoje são os herdeiros de um imenso tesouro de sabedoria e literatura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1030" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:.75pt;height:.75pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\ADMIN\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://www.sufism.org/images/dot_clear.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMIN/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1030" height="1" vspace="5" width="1" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;br /&gt;Começando com suas raízes no tempo de Muhammad, o Sufismo cresceu organicamente como uma árvore de muitos ramos. A causa da ramificação foi com freqüência a aparição de um mestre iluminado cujos métodos e contribuições ao ensinamento foram suficientes para começar una nova linha de crescimento. Estes ramos geralmente não vêem aos demais como rivais. Um Sufi, em alguns casos, pode ser iniciado em mais de um ramo para receber a graça (&lt;i style=""&gt;baraka&lt;/i&gt;) e conhecimentos de determinadas ordens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1031" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:.75pt;height:.75pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\ADMIN\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://www.sufism.org/images/dot_clear.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMIN/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1031" height="1" vspace="5" width="1" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;br /&gt;Há pouca cultuação no trabalho dos Sufis.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Os Sufis de uma ordem podem, por exemplo, visitar as assembléias de outros. Mesmo o carisma de um mestre em particular é sempre considerado a partir do ponto de vista de que é integralmente um dom de Deus. O carisma tem valor enquanto pode unir corações de estudantes a um ser humano que representa a verdade do ensinamento, mas existem muitas salvaguardas para recordar a todos que o culto à personalidade e o orgulho excessivo pela própria afiliação são formas de idolatria, quer dizer, um grande pecado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1032" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:.75pt;height:.75pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\ADMIN\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://www.sufism.org/images/dot_clear.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMIN/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1032" height="1" vspace="5" width="1" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;br /&gt;Se há uma verdade central que o Sufismo distingue, é a unidade do ser, o fato de que estamos integrados com o Divino. Esta é uma verdade que nossa era está numa posição sem precedentes de apreciar - emocionalmente, devido à&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“contração” do mundo graças às comunicações e ao transporte e, intelectualmente, devido aos desenvolvimentos da física moderna. Somos Um: uma comunidade, uma ecologia, um universo, um ser. Se é que há uma verdade digna desse nome, é que formamos um todo com a Verdade, que não estamos separados dela. A compreensão desta verdade tem efeitos em nosso sentido de quem somos, em nossa relação com os demais e com todos os aspectos da vida. O Sufismo tem a ver com a compreensão da corrente de amor que corre através de toda forma de vida, com a Unidade por detrás das formas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Se é que o Sufismo tem um método central, este é o do desenvolvimento da presença e do amor. Só a presença pode despertar-nos de nossa escravidão a respeito do mundo e de nossos próprios processos psicológicos, e só o amor cósmico pode abarcar o Divino. O amor é a mais alta ativação da inteligência, pois sem ele nada grande se consegue, seja espiritualmente, artisticamente, socialmente, ou cientificamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1033" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:.75pt;height:.75pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\ADMIN\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://www.sufism.org/images/dot_clear.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMIN/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1033" height="1" vspace="5" width="1" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;br /&gt;O Sufismo é o atributo daqueles que amam. Os amantes são pessoas que são purificadas pelo amor, livres de si mesmas e de suas próprias qualidades e completamente atentas ao Amado. Em outras palavras, os Sufis não estão imersos no serviço por alguma qualidade própria, pois eles vêem tudo o que são e o que têm e o que são como pertencente à Fonte. Um antigo Sufi, Shebli, dizia: " &lt;i style=""&gt;O Sufi não vê nada mais que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Deus nos dois mundos.&lt;/i&gt;"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1034" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:.75pt;height:.75pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\ADMIN\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://www.sufism.org/images/dot_clear.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMIN/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1034" height="1" vspace="5" width="1" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;br /&gt;Um aspecto do Sufismo é a presença, e como se pode desenvolver esta presença e usá-la para ativar nossas qualidades humanas essenciais. Abu Muhammad Mutaish disse: “&lt;i style=""&gt;O Sufi é aquele cujo pensamento vai no mesmo passo que seu pé, quer dizer, está inteiramente presente: sua alma está onde seu corpo está, e seu corpo onde sua alma está, e sua alma onde seu pé está, e seu pé onde sua alma está. Este é o sinal da presença sem ausência. Outros dizem o contrário: ‘Ele está ausente de si mesmo, mas presente diante de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Deus’. Não é assim: ele está presente consigo mesmo e com Deus.&lt;/i&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1035" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:.75pt;height:.75pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\ADMIN\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://www.sufism.org/images/dot_clear.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMIN/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1035" height="1" vspace="5" width="1" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;br /&gt;Vivemos em uma cultura que tem sido descrita como materialista, alienante, neuroticamente individualista, narcisista, e mais ainda, vivida com ansiedade, vergonha e culpa. Do ponto de vista Sufi, a humanidade hoje em dia está sofrendo a pior das tiranias, a tirania do ego. Adoramos inumeráveis&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ídolos falsos, mas todos eles são formas do ego.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1036" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:.75pt;height:.75pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\ADMIN\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://www.sufism.org/images/dot_clear.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMIN/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1036" height="1" vspace="5" width="1" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;br /&gt;Há muitas maneiras em&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que o ego humano pode usurpar inclusive os mais puros valores espirituais. O verdadeiro Sufi é aquele que não reclama para si nenhuma virtude nem verdade, mas que vive uma vida de presença e amor abnegado. Mais importante do que o que cremos é a forma como vivemos. Se certas interpretações da crença conduzem ao exclusivismo, à hipocrisia e ao fanatismo, o problema está na inconseqüência do crente e não na crença. Se o remédio aumenta a enfermidade, é necessário um remédio ainda mais básico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1037" type="#_x0000_t75" alt="" style="'width:.75pt;height:.75pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\ADMIN\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.gif" href="http://www.sufism.org/images/dot_clear.gif"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMIN/CONFIG%7E1/Temp/msohtml1/01/clip_image001.gif" shapes="_x0000_i1037" height="1" vspace="5" width="1" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;br /&gt;A idéia da presença com amor pode ser o remédio mais básico para o materialismo prevalescente, para o egoísmo e a inconsciência de nossa era. Em nossa obsessão com nossos falsos eus, em nosso dar às costas a Deus, temos perdido nosso Eu essencial, nossa chispa divina. Esquecendo Deus, nos esquecemos de nós mesmos. Recordando de Deus começamos a recordar de nós mesmos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:13;"  lang="ES-TRAD" &gt;&lt;a href="http://www.sufism.org/books/vivaex.html"&gt;http://www.sufism.org/books/vivaex.html&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:13;"  lang="ES-TRAD" &gt;(Postado por Asuman Martone)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115288289950332718?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115288289950332718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115288289950332718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115288289950332718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115288289950332718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/07/o-que-o-sufismo.html' title='O que é o Sufismo'/><author><name>Cartas Islâmicas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08845571107576474222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Pav%3F%3Fo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115248904567982077</id><published>2006-07-09T16:43:00.000-07:00</published><updated>2006-07-09T17:00:41.376-07:00</updated><title type='text'>Humanismo do Alcorão – Humanizar a Charia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/1600/Alcor%3F%3Fo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 365px; height: 298px;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Alcor%3F%3Fo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura vetorial do Alcorão e da Charia&lt;a style="" href="#_edn1" name="_ednref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;[i]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Mohamed Talbi&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;(professor de Direito na Universidade de Tunis – Tunísia)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;Leila Babes se indigna:”Nós podemos aceitar, hoje, a pena de morte reservada aos que abandonam a religião, as mãos amputadas, o estatuto discriminatório da mulher, e ao mesmo tempo achar que respeitamos a liberdade, o pluralismo e os direitos do homem?&lt;a style="" href="#_edn2" name="_ednref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[ii]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="" href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;/a&gt;” No mundo da globalização, a Charia, a lei de Deus, está sendo colocada em questão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Lei de Deus ou Lei dos Homens? O homem-deus ou o homem servo de Deus? Essas questões eram colocadas e ainda se colocam para todos os homens. Relembrarei que a Tora também tem o título de “A Lei e os Profetas”. Existe uma &lt;i style=""&gt;halakha&lt;/i&gt; judia que contem 613 mandamentos. Existe um direito canônico cristão que nem sempre &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;está de acordo com as leis dos homens, como acontece em matéria de casamento, de divórcio e da sexualidade, e o Papa não perde nenhuma ocasião para lembrar que a Lei de Deus tem a primazia. Os hindus não comem de tudo, eles têm seus alimentos “proibidos”, eles são vegetarianos. O problema da Lei, que é o sentido da palavra Charia, coloca-se para todos os homens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Mas, com a mundialização e a Declaração Universal dos Direitos do Homem, a questão toma novas proporções, universais. A Lei de uns literalmente incide na vida dos outros. O dia 11 de setembro, neste âmbito, foi de uma eloqüência dramática. O presidente Bush falou de “terrorismo islâmico” e propôs como solução uma nova “Cruzada”. O primeiro-ministro Berlusconi, seguindo seus passos,. Falou de “superioridade cultural”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Por outro lado, a aplicação da Charia a uma pobre viúva condenada ao apedrejamento em um canto isolado da África, na Nigéria, questão que há apenas algumas décadas não interessaria a ninguém, provocou uma mobilização mundial, sobretudo ocidental. Deve-se reconhecer e saber agradecer ao Ocidente, que salvou a coitada de uma morte certa e bárbara. O drama não só pode, como está a ponto de se repetir. O problema a aplicabilidade da Charia não se coloca exclusivamente nos limites restritos do Islam, felizmente. Ele se coloca em escala universal. Deve-se pensar nas fortes minorias muçulmanas presentes no Ocidente, sendo que essas não são indiferentes à Charia. Uma informação da &lt;i style=""&gt;Antenne 2 (&lt;/i&gt;França) reporta que o Wahhabismo, a lei da blasfêmia, é ensinado aos cidadãos franceses que estão na prisão!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;É isto que explica o meu engajamento, e o de muitos outros, para tratar a partir de então o problema da Charia em escala universal, da mundialização e dos Direitos do Homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;       &lt;b style=""&gt;Retrospectiva &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;Efetivamente, após mais de dois séculos e meio de reformismo salafita, o problema da Charia continua como antes. Não houve avanço. Os recentes processos por adultério ou por apostasia (abandono da religião) são uma prova tragicamente abatedora, escandalizante e revoltante. E não poderia ser de outra forma. A máquina do &lt;i style=""&gt;Salafismo&lt;/i&gt;, como dizemos, esta indo em marcha ré. Deve ser mudada rapidamente a marcha. É nesta tarefa que estão atrelados os modernistas, ou seja, os muçulmanos liberais em meio aos quais nos colocamos.&lt;a style="" href="#_edn3" name="_ednref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[iii]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Perspectiva&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;Em todos os nossos escritos propomos uma leitura vetorial da Charia. Invertemos a marcha do Salafismo, e engatamos, com toda a certeza e toda a resolução, a máquina do Reformismo em marcha para a frente. Não rejeitamos em bloco o patrimônio que nos legaram nossos predecessores. Não os incriminamos e não jogamos sistematicamente sobre eles as dificuldades do presente. Assumimos nossas responsabilidades e não jogamos a culpa nas costas dos outros. Estamos em continuidade com todos os espíritos criadores que nos transmitiram uma cultura e uma fé que fazem nossa identidade e nosso orgulho e aos quais permaneceremos firmemente ligados. Para evitar qualquer equívoco, afirmarmos ser muçulmanos na nossa interioridade, de fé, de convicção e de prática, e que o nosso reformismo não visa a destruir os fundamentos da Charia, mas a lê-la com nossos olhos, dos vivos que se batem como podem nessa vida, freqüentemente, como afirma Houssein Amin, profundamente “desamparados”.&lt;a style="" href="#_edn4" name="_ednref4" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[iv]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Rejeitamos, em particular, toda confusão entre nossas atitudes e a dos modernistas desislamizados que somente preservam do Islam, no melhor dos casos, a sua cultura. O exemplo mais significativo a esse propósito, em virtude da sua notoriedade sobretudo no Ocidente, é o do franco-kabyle Mohamed Arkoun. Todos os seus esforços são voltados à desconstrução do Alcorão, considera do por ele como uma palavra humana sacralizada pela tradição muçulmana, e da qual faz uma leitura antropológica dessacralizante. Seu lugar não é em meio aos muçulmanos – mas ao lado de John Wansbrough e de sua aluna Patrícia Crone, que, como muitos outros, fazem a mesma leitura, na pura tradição orientalista dominante. A sua preocupação, e a de muitos intelectuais nascidos muçulmanos da mesma orientação, é promover a modernização dos países muçulmanos preservando somente a dimensão cultural do Islam que, descarregada e desligada de sua carga de fé e de observância, tem, para eles, a dupla vantagem de, por um lado, prevenir toda forma de integralismo que bloqueia a modernidade, e, por outro, tornar a cultura muçulmana solúvel no meio ocidental onde hoje vivem fortes minorias muçulmanas ou de origem muçulmana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Mohamed Arkoun não é o único a pregar, como via de acesso obrigatória à modernidade, a desislamização, seja esta integral, através da rejeição do caráter divino do Alcorão, seja prática, pela rejeição deliberada, consciente, provocadora e ostentadora, de toda observância religiosa e de toda proibição. É o que os sociólogos chamam de ateísmo prático e é essa forma de desislamização que hoje domina nas classes dirigentes dos países ditos muçulmanos. Essa forma de desislamização se acomoda com os ritos funerários, coma celebração das festas religiosas, de circuncisão e, algumas vezes, com a participação protocolar a um culto solene, enquanto manifestações que não custam nada e que são efetivamente ligadas à identidade cultural. A maior parte dos intelectuais que participam de congressos internacionais sob o rótulo de “muçulmanos” pertencem a essa categoria: falam sobre o Islam com uma taça de vinho na mão e uma salsicha de carne de porco no prato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;É assunto deles e, casos os fundamentalistas os inquietem, nos colocaremos com força e resolução ao lado deles. Em contrapartida pedimos a eles, com igual força e resolução, que cessem com a sua comédia. Que sejam transparentes, em confusão, sem camuflagem, que parem de se dizer muçulmanos, de deixar dizer ou supor. Lembramos a eles que o Islam se define como convicção pelo coração, testemunho público através da língua e da observância. Quem rejeita deliberadamente a observância, com obstinação e sem espírito de retorno, nem de arrependimento,s e auto-exclui, através da escolha livre a qual tem o direito incontestável, da &lt;i style=""&gt;Umma&lt;/i&gt;, da comunidade daqueles que são ligados pelo Alcorão: ele não representa a &lt;i style=""&gt;Umma&lt;/i&gt;. Não pode dizer o que essa deve fazer ou pensar; e essa não tem o direito de julgá-lo: não existe&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a excomunhão no Islam, nem autoridade para excomungar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Deve-se, efetivamente, distinguir, com maior clareza, a pertença nacional, cidadão, étnica ou cultural, do fato de pertencer a uma confissão ou a uma comunidade religiosa. Estamos num mundo plural e pluralista. Pode chamar-se Lena, ser norueguesa e muçulmana; pode chamar-se Mona, ser egípcia e não muçulmana. Não é nem uma questão de orgulho, nem de infâmia. Devemos ser nós mesmos com transparência. É simples. Devemos recordar que o hábito não f az o monge? Repetimos o que não temos parado de escrever: as fronteiras da Umma não são feitas de pedras, mas de oração, suas fronteiras passam pela terra, passam pelo céu. Ninguém é obrigado á fazer parte dela, nem está obrigado a nela permanecer. Pode-se entrar e sair livremente, sem máscaras nem camuflagem. Em nome do Alcorão, temos pedido para todos o direito à apostasia e à blasfêmia.&lt;a style="" href="#_edn5" name="_ednref5" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[v]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Trabalhamos para que a Charia, em pleno acordo com o Alcorão, respeite integralmente a Declaração Universal dos Direitos do Homem, em particular o artigo 18, sobre o direito à liberdade de consciência, tendo nesse o de mudar de religião ou de não a ter. Em contrapartida, insistimos, exigimos a transparência dos desislamizados. Porque suspeitamos que eles praticam com plena consciência a camuflagem e a dissimulação como engano mentiroso para desislamizar de forma perniciosa todos os que, incomodados com a Charia dos fundamentalistas, deixam-se abusar e levar por suas ilusões. Pedimos que tenham a coragem de assumir as suas opiniões e de pregar com o rosto descoberto, como todo intelectual honesto, a desislamização, se essa é a convicção deles, como única solução para chegar à modernidade. Para nós, todos os que, conscientemente e com obstinação (&lt;i style=""&gt;isrâr&lt;/i&gt;), aboliram a Lei (Charia), o culto e os outros deveres e proibições, e, conseqüentemente, não se reconhecem ao menos em princípio como pecadores (&lt;i style=""&gt;usât&lt;/i&gt;), provisórios por definição, estão classificados entre os não muçulmanos, Porque, quando o pecador se reconhece como tal, demonstra que a sua fé não está morta e, sendo que “a alma não pará de se julgar” (Alcorão 75:2), conserva a esperança de ser salvo por sua fé, qual seja o tamanho dos seus pecados. Em um &lt;i style=""&gt;hadith&lt;/i&gt;, do qual a autenticidade para nós não é duvidosa, o profeta disse: “Minha intercessão é para os grandes pecadores da minha Comunidade”&lt;a style="" href="#_edn6" name="_ednref6" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[vi]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Mas não existe, no Islam, lugar para um São Paulo, que conservou o culto abolindo a Lei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Deste modo, nossa atitude e nossas preocupações são totalmente diferentes dos desislamizados desislamizantes. A Charia, que é a forma mais visível do Islam, não é, nela mesma e por ela mesma, obstáculo à modernidade. É a sua leitura, paralisada há mais de um milênio, e sua instrumentalização em proveito da política que se constitui como obstáculo. O Reformismo, por ser salafita e, por si mesmo, paralisado e conservador; por ser político e, por isso mesmo, dependente dos riscos da história; não consegui retirar o obstáculo e chegou finalmente a uma derrota total. Nossa atitude rompe resolutamente com o Salafismo, não se situando em nível político, mas de pensamento. Não pedimos nada ao homem político, e rejeitamos categoricamente o Islam político, a maior calamidade que, do amanhecer do Islam aos nossos dias, tem falsificado a religião, que é fundamentalmente relação com Deus e via de salvação, fazendo dela serva dos poderes e de todas as formas de despotismo. Pouco importa o regime, desde que respeite a dignidade do homem e o seu direito a pensar e a se expressar livremente, ou seja, desde que seja autenticamente democrático, deixando ao individuo o direito de escolher seu destino e suas leis. Mas o salafismo rejeita o direito à autodeterminação e à democracia e, através da Charia – considerada falsamente como vontade divina e imutável, sendo que na realidade é uma construção humana e falível – condena ao imobilismo e à estagnação as sociedades que são mutantes por natureza, natureza que só pode ser divina em uma perspectiva de fé. Queremos dizer ao muçulmano sincero e desamparado pela modernidade, que ele pode ser plenamente muçulmano, sem complexo nem culpa, e sem se colocar sob a tutela dos &lt;i style=""&gt;ulémas&lt;/i&gt;. Os &lt;i style=""&gt;ulémas&lt;/i&gt; que devem se preocupar primeiro com a sua própria salvação, antes de sair dizendo aos outros como assegurar a deles. Pelo que sei, Deus não entregou a eles as chaves do Paraíso. A condenação deles de tal ou tal pensamento como &lt;i style=""&gt;Kâfir &lt;/i&gt;(apostata ou herege) faria rir, se não fossem as conseqüências trágicas que poderiam gerar. Recordaria a esse propósito uma tirada original do presidente Nasser (1925-1970), que era esquerdista e marxista a sua maneira. Não nutrindo grande estima pelos &lt;i style=""&gt;ulémas,&lt;/i&gt; dizia: “eles trocavam as suas &lt;i style=""&gt;fatwas &lt;/i&gt;por um gala para o jantar”&lt;a style="" href="#_edn7" name="_ednref7" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[vii]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Mas seremos mais sérios e lembraremos, ao contrário, a chuva de “&lt;i style=""&gt;fatwas&lt;/i&gt;” pronunciadas por Bush, que acompanharam e legitimaram a Guerra do Golfo! O objetivo que buscamos consiste em liberar o pensamento muçulmano da apropriação dos &lt;i style=""&gt;ulémas, &lt;/i&gt;homens como os outros, que não estão proibidos de se expressar, nada mais; sobretudo, não devem existir apelos ao homicídio, se não, como todos os homens, eles devem cair sob o golpe da lei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Definimos a nossa atitude como vetorial, porque consiste em ler o Alcorão como uma &lt;i style=""&gt;Mensagem Libertadora&lt;/i&gt;, que indica e esclarece uma direção, e não como uma prisão, que aprisiona o fiel como um detento na sua muralha para o impedir de mudar, de fazer uso de sua razão e de organizar com toda liberdade a sua vida da maneira que lhe pareça mais apropriada ao contexto em que se encontra. Se Deus agraciou o homem com a razão e com a liberdade, é para que ele as utilize. Um uso iluminado pelo Alcorão quando se é muçulmano. Somamos os nossos esforços aos de todos os pensadores muçulmanos que combatem para a liberação da razão islâmica. Em nenhum lugar o Alcorão se define como uma Charia, toda feita &lt;i style=""&gt;ne varietur&lt;/i&gt; para a eternidade. Uma indicação neste sentido não existe. O Alcorão se define como &lt;i style=""&gt;Hudan,&lt;/i&gt; ou seja, guia, e todo guia é por definição movimento em uma determinada direção a fim de alcançar um objetivo e de realizar uma finalidade. O &lt;i style=""&gt;Hudan&lt;/i&gt;, termo que aparece no Alcorão sob diferentes formas, 326 ocorrências, implica em uma intenção, um &lt;i style=""&gt;maqsad. &lt;/i&gt;A leitura vetorial do Alcorão é, como explicamos em outro momento&lt;a style="" href="#_edn8" name="_ednref8" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[viii]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, uma leitura intencionalista (&lt;i style=""&gt;maqâsidiyya&lt;/i&gt;) de uma Palavra que não está morta e congelada desde a sua descida dos céus, acontecida em um determinado momento da história, do qual ela ainda seria prisioneira; mas uma Palavra transcendente e sempre viva, por que vem do Transcendente eterno “vivo e subsistente” (Alcorão 2:255; 3:2) e sem parar de entregador sentido e falante no &lt;i style=""&gt;hic et nunc &lt;/i&gt;que o Eterno quis que fosse perpetuamente se modificando e variando. Consiste em ir buscar o vetor orientado, em que a orientação é determinada no ponto de partida, o instante corânico da Revelação, e o ponto final ou &lt;i style=""&gt;maqsad&lt;/i&gt;, se situa no futuro, que está sempre em movimento e mais longe. O vetor determinado no ponto de partida e o ponto final indicam, para o muçulmano que escuta o &lt;i style=""&gt;Hudan&lt;/i&gt; divino, uma direção para onde seguir na sua marcha de exploração da vida, fazendo com que nunca deixe o caminho de Deus. Quando existe um texto explícito, a leitura vetorial parte sempre da letra do texto para ir ao &lt;i style=""&gt;maqsad&lt;/i&gt;. A leitura salafita, ao contrário, pára aqui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A leitura vetorial do Alcorão aqui proposta, e da qual daremos alguns exemplos, não é uma ruptura com nossa tradição. Ela está em continuidade com essa tradição, sendo, ao mesmo tempo, dinâmica de inspiração e de ultrapassagem, tal como é representada por al-Shâtibi (m.1388) e por todos os intencionalistas, sendo que alguns desses, como o marroquino Allâl al-Fâsi e o tunisiano Tahar Ibn Âshûr, são nossos contemporâneos. Estamos somente indo mais longe, na mesma direção, seguindo de uma forma mais radical e sistemática o mesmo guia, ou seja, o &lt;i style=""&gt;Hudan&lt;/i&gt;, corânico e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;divino, nos esforçando ao máximo para nos mantermos no “caminho certo (&lt;i style=""&gt;al-sirât al-mustaqîm&lt;/i&gt; – Alcorão 1:6 etc)”, constantemente abertos para escutar os outros e as suas críticas. Ninguém detêm sozinho a verdade absoluta, e , conseqüentemente, ninguém tem o direito de declarar o outro, o diferente que não compartilha a sua opinião, como apóstata passível de pena capital. É o que os &lt;i style=""&gt;ulémas &lt;/i&gt;salafitas fazem alegremente, e é isso que torna impossível qualquer diálogo com eles. É impossível dialogar com quem declara apóstatas Nasr Hâmid Abu Zayd e Nawal al Sadâwî. E não deixa a seu interlocutor outra escolha que a retratação ou o punhal. Não se dialoga com criminosos.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;(Continua em &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Humanismo do Alcorão II – postado por Carlos Peixoto)&lt;/p&gt;  &lt;div style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; Notas - Parte I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style=""&gt;&lt;!--[if !supportEndnotes]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="" id="edn1"&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ednref1" name="_edn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[i]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Conferência proferida em encontro sobre Humanismo Latino e Islam, em Alcala de Hanares (Espanha) em 2002, originalmente publicado no lviro “Islamismo e Humanismo Latino – ed. Vozes/SP – 2004 – pp. 149/170&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;2 Babes e Oubrou – 2002, p. 19&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="edn2"&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ednref2" name="_edn2" title=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="edn3"&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ednref3" name="_edn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[iii]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ver Kurzman, 1998. Os autores mencionados não são todos igualmente engajados na revisão da Charia.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="edn4"&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ednref4" name="_edn4" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[iv]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Amin, 1992&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="edn5"&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ednref5" name="_edn5" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[v]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ver Talbi, 1992b, p.465-482, 1998,1992ª e 1999, p. 77-93&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="edn6"&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ednref6" name="_edn6" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[vi]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ver Wensinck e continuadores. Concordance du Hadith III, 151, com recomendação à Abu Dâwud, Tirmidhi, Ibn Mâja, e Ahmad b. Handal.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="edn7"&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ednref7" name="_edn7" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[vii]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Citado por Zeghal, 1996 p. 145&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="edn8"&gt;  &lt;p class="MsoEndnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ednref8" name="_edn8" title=""&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoEndnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;[viii]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Talbi 1992ª e 1998&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115248904567982077?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115248904567982077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115248904567982077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115248904567982077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115248904567982077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/07/humanismo-do-alcoro-humanizar-charia.html' title='Humanismo do Alcorão – Humanizar a Charia'/><author><name>Cartas Islâmicas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08845571107576474222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Pav%3F%3Fo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115150259229846230</id><published>2006-07-04T11:24:00.000-07:00</published><updated>2006-07-04T07:23:05.293-07:00</updated><title type='text'>As Sementes da Realidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/1600/0074_said_nursi.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/0074_said_nursi.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=""&gt;Ó humanos, em verdade, Nós vos criamos de macho e fêmea e vos dividimos em povos e tribos, para reconhecerdes uns aos outros. Sabei que o mais honrado, dentre vós, ante Deus, é o mais temente. Sabei que Deus é Sapientíssimo e está bem inteirado." &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=""&gt;(Alcorão 49:13)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quer dizer, " Eu os criei como pessoas, nações e tribos, para que devessem conhecer uns aos outros e as relações entre vocês na vida em sociedade, e assistir (ajudar) uns aos outros; não para que vocês se considerassem uns aos outros como estranhos, recusando reconhecer uns aos outros e nutrindo hostilidade e inimizade.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Desde que a elevada verdade expressa pelo verso acima diz respeito à vida em sociedade, tenho sido compelido a escrever nestes termos(...) escrevo com a intenção de servir ao Corão de Grandiosa Estatura e formar um abrigo contra os ataques injustos contra ele ( o Corão).&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;De forma a explicar o princípio de &lt;b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;" conhecer e assistir uns aos outros"&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; que indica o verso, dizemos que: &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Um exército&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; é dividido em divisões, as divisões em regimentos, os regimentos em batalhões, companhias, e então em esquadrões, de forma que cada soldado possa conhecer suas muitas diferentes conexões e seus deveres relacionados; então, os membros de um exército podem verdadeiramente executar os deveres, governados pelo &lt;b&gt;princípio de assistência mútua,&lt;/b&gt; e sua vida social ser protegida contra os ataques do inimigo. Este arranjo não é para que( o exército) seja dividido e separado, que uma companhia deva competir uma com a outra, um batalhão ser hostil um com o outro e uma divisão estar em oposição uma com a outra.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Da mesma forma, a Sociedade Islâmica como um todo tem um enorme exército que foi dividido em tribos e grupos. Mas tem mil e um aspectos de unidade. &lt;b&gt;O Criador dos grupos é apenas um e o Mesmo, seu Provedor é apenas um e o Mesmo, seu profeta é apenas um e o mesmo, sua &lt;i&gt;qibla&lt;/i&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;é apenas uma e a mesma, seu Livro é apenas um e o mesmo, seu país é apenas um e o mesmo; tudo o mesmo, mil coisas são apenas uma e a mesma.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Assim, este "muitas coisas sendo uma e a mesma" requer irmandade, amor e unidade. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quer dizer, estar dividido em grupos e tribos é para mútuo conhecimento e assistência mútua,não para antipatia e hostilidade mútua.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="EN-US" style="font-family:Arial;"&gt;Bediuzzaman Said Nursi&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="456091917-24052006"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;(The Seeds of Reality, The Letters, Bediuzzaman Said Nursi, 547)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115150259229846230?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115150259229846230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115150259229846230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115150259229846230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115150259229846230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/07/as-sementes-da-realidade.html' title='As Sementes da Realidade'/><author><name>Cartas Islâmicas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08845571107576474222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Pav%3F%3Fo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30388152.post-115150037707757569</id><published>2006-06-28T06:00:00.000-07:00</published><updated>2006-06-28T06:14:06.736-07:00</updated><title type='text'>Quem Somos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/1600/Pav%3F%3Fo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Pav%3F%3Fo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cartas Islâmicas é responsabilidade de  um grupo de muçulmanos brasileiros e lusófonos. Nosso objetivo é o conhecimento mútuo,  o exercício do consenso da vontade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; (ijmá al-irada) e o adab entre todos aqueles que proferem a shahada, aceitam e seguem os  seis pilares do Imam e os cinco pilares do Islã. Os textos postados são da escolha e da responsabilidade pessoal de cada participante, identificados ao final da mensagem. O grupo respeita a diversidade de interpretações no Islã e, em conjunto, guia-se tão somente pela &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;din al-fitra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; (a religião de Allah, da razão, do equilíbrio e da moderação).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Em breve  mostrar-lhe-emos nossos sinais  no Universo  e  em suas próprias pessoas,  até que lhes  seja esclarecido  que ele  (o  Corão)  é a verdade .  Acaso  não basta  teu  Senhor,  que  é  Testemunha  de tudo?" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; -  Fússilat 53&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30388152-115150037707757569?l=cartasislam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartasislam.blogspot.com/feeds/115150037707757569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30388152&amp;postID=115150037707757569' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115150037707757569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30388152/posts/default/115150037707757569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartasislam.blogspot.com/2006/06/quem-somos.html' title='Quem Somos'/><author><name>Cartas Islâmicas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08845571107576474222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6013/3258/320/Pav%3F%3Fo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
